O pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Ramos, participou do programa “De Olho na Cidade”, apresentado por Tatiana Sobreira e Jackson Nascimento, na Jovem Pan News Manaus, onde abordou sua trajetória pessoal, posicionamento político e avaliação sobre o papel do Senado e o cenário eleitoral no Amazonas.
Durante a entrevista, Marcelo Ramos fez críticas ao processo político envolvendo a formação de um governo tampão no Amazonas por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa. Segundo ele, o modelo enfraquece a representatividade popular e concentra decisões em acordos políticos restritos.
“O que aconteceu no Amazonas, com renúncias e rearranjos políticos, transforma um cargo que deveria ser o mais honroso do povo em moeda de barganha”, afirmou.
Ele também questionou o formato da escolha indireta, destacando o impacto da votação aberta entre parlamentares.
“Quando você tem uma eleição com resultado previamente definido e votação aberta, você esvazia o debate democrático e reduz a participação política a um processo formal sem disputa real”, disse.
Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Ramos afirmou que a disputa ao Senado exige preparo institucional e articulação política, destacando a diferença entre atuação parlamentar e estratégias baseadas em visibilidade digital.
“O Senado não é espaço para improviso ou performance. É um espaço de negociação, articulação e entrega concreta para os estados”, declarou.
Ele defendeu que a representação do Amazonas no Senado deve estar conectada a projetos estruturais e à defesa de pautas regionais, especialmente em temas como economia, infraestrutura e proteção da Zona Franca de Manaus.
“É ali que se decide muita coisa estratégica para o nosso futuro. O Senado é onde o Amazonas consegue enfrentar desigualdades históricas com estados maiores”, afirmou.
Ramos também comentou a relação entre o campo político regional e o governo federal, defendendo alinhamento institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacando a importância de articulação política para garantir investimentos e políticas públicas.
“A política só faz sentido se estiver conectada a projetos que tenham impacto real na vida das pessoas e na defesa do Amazonas dentro do Brasil”, disse.
Ao abordar o surgimento de novos nomes na política, o pré-candidato fez críticas ao que classificou como falta de densidade institucional em parte do cenário atual.
“A descrença na política abriu espaço para que o debate público fosse tratado como entretenimento”, avaliou.
Segundo ele, a substituição de lideranças tradicionais por figuras sem trajetória consolidada pode fragilizar o debate político no estado.
“O contraste é com lideranças que têm história e entrega. Quando isso é substituído por nomes sem consistência, o debate público perde qualidade”, afirmou.
Ramos reforçou ainda que sua candidatura ao Senado será pautada por responsabilidade institucional e compromisso com o debate de políticas estruturais para o Amazonas.
“Não se trata de criar personagens ou espetáculos. É sobre responsabilidade com o voto e com o futuro do estado”, concluiu






