A exploração mineral no Amazonas realizada por uma empresa de capital chinês pode ser interrompida por decisão da Justiça brasileira. Na última terça-feira (26/8), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou que sejam prestados esclarecimentos sobre as atividades da China Nonferrous Metal Mining. A corte também exigiu garantias de que não haverá extração de urânio no local. Caso as respostas não sejam apresentadas em até dez dias, existe a possibilidade de suspensão integral das operações.
O processo, analisado pela 1ª Vara Cível, trata da exploração da Mina de Pitinga, situada a cerca de 300 quilômetros de Manaus. Considerada uma das maiores jazidas minerais do planeta, a área abriga reservas de nióbio, tântalo, estanho, tório e resíduos de urânio. A mina ocupa aproximadamente 17 mil hectares — o equivalente a quase 24 mil campos de futebol.
A operação é conduzida pela Mineração Taboca S.A., que no fim de 2024 teve seu controle adquirido pela China Nonferrous Trade Co. Ltd. em um negócio estimado em R$ 2 bilhões. Desde a transação, surgiram questionamentos sobre a legalidade da exploração, já que os recursos minerais são, por determinação constitucional, de propriedade da União.