2025 tem mais de 5 mil casos graves por vírus respiratórios no Amazonas

Dados da vigilância em saúde apontam 77 mortes no ano; crianças pequenas concentram a maior parte dos registros recentes

O Amazonas encerrou 2025 com 5.477 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados do Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, divulgado nesta segunda-feira (5) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto. Do total, 2.000 casos tiveram confirmação para vírus respiratórios, com 77 óbitos associados.

Entre as mortes registradas ao longo do ano, 30 foram atribuídas à Covid-19 e 29 à Influenza A. Também houve óbitos relacionados ao rinovírus (10), ao Vírus Sincicial Respiratório – VSR (3), à Influenza B (3), além de adenovírus (1) e parainfluenza (1).

Crianças lideram os casos mais recentes

A análise das últimas três semanas, entre 14 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026, mostra que crianças menores de 1 ano concentraram 36% dos casos graves. Em seguida aparecem as faixas de 1 a 4 anos (28%) e 5 a 9 anos (8%).

Entre os adultos, os registros ficaram distribuídos principalmente entre pessoas com 60 anos ou mais (16%), adultos de 20 a 39 anos (8%) e a faixa de 40 a 59 anos (4%).

Vírus em circulação

As amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) indicam o rinovírus como o vírus mais frequente no período recente, presente em 55,5% dos exames positivos. Na sequência aparecem o Vírus Sincicial Respiratório (28%), o adenovírus (17,3%) e a Influenza A (14,7%).

Orientações

De acordo com a vigilância em saúde, medidas simples seguem sendo recomendadas para reduzir a transmissão de vírus respiratórios, como higienizar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo quando houver sintomas.

O uso de máscara é indicado para pessoas com sintomas respiratórios, profissionais de saúde e integrantes de grupos mais vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Também é recomendado evitar a exposição de bebês menores de seis meses a ambientes com grande circulação de pessoas.

A vacinação contra Covid-19 e Influenza continua sendo apontada como uma das principais formas de prevenir casos graves. O informe também destaca a vacina contra doenças associadas ao Vírus Sincicial Respiratório, indicada para gestantes a partir da 28ª semana, como forma de proteção aos recém-nascidos.

 

Com Informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus