Ataque a tiros no Cefet-Maracanã deixa duas funcionárias mortas e mobiliza investigação no Rio

Suspeito é encontrado morto após disparos dentro da unidade de ensino; comunidade acadêmica vive clima de choque e autoridades iniciam inquérito

Na tarde desta sexta-feira (28/11), o Cefet-Maracanã, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi palco de um tragédia: um homem armado invadiu a instituição, efetuou disparos e duas funcionárias foram mortas. O agressor, identificado como ex-colaborador da instituição, foi encontrado morto pouco depois pela equipe policial.

De acordo com o relato das autoridades, o chamado de emergência chegou por volta das 15h50. Equipes do 6º BPM e o Corpo de Bombeiros se deslocaram até o local e, ao chegarem, confirmaram a morte das vítimas, uma professora e uma psicóloga, que foram levadas ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

Testemunhas descrevem momentos de pânico: alunos e servidores ouviram ao menos quatro tiros durante as aulas. A violência provocou correria, gritos de alerta e a evacuação imediata do campus, que permanece isolado enquanto peritos da polícia analisam imagens de câmeras internas e apuram a motivação do crime.

Segundo a investigação preliminar, o autor dos disparos é um ex-funcionário exonerado, identificado como João Antônio Miranda Tello Ramos. Ele teria acessado o prédio no início da tarde sem demonstrar nenhum comportamento alterado, mas retornou horas depois à direção da unidade e efetuou os disparos contra as vítimas. Pouco depois, foi encontrado morto por policiais.

A onda de choque se espalhou por toda a comunidade acadêmica. Estudantes relatam angústia e medo. Uma aluna, que preferiu não se identificar, contou ter pensado que os disparos eram de obras civis — até perceber a gravidade do que acontecia.

A diretoria do Cefet suspendeu imediatamente as aulas noturnas e confirmou que prestará apoio psicológico a alunos e funcionários. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), açiona inquérito para esclarecer os motivos do crime e responsabilizar os envolvidos.

 

Com informações do G1*

Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus