Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu a costa leste da região de Noda, no Japão, nesta quarta-feira (31), durante a virada do ano. O tremor ocorreu no mar, a aproximadamente 90 quilômetros do litoral, e não há registro de vítimas ou de danos estruturais até o momento.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo foi registrado a uma profundidade de cerca de 19 quilômetros, considerada rasa em termos sísmicos. As informações iniciais já passaram por revisão técnica e podem sofrer novos ajustes conforme a análise de dados adicionais.
O Centro Sismológico Europeu-Mediterrânico (EMSC) informou que o terremoto ocorreu por volta das 0h26 no horário local, a cerca de 96 quilômetros a nordeste da cidade de Miyako, na província de Iwate. A magnitude inicial foi estimada em 6,0, embora outros centros tenham apresentado medições diferentes.
A rede RaspberryShake apontou magnitude de 5,8. O Réseau National de Surveillance Sismique (RéNaSS), da França, estimou o tremor em 5,6, enquanto o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) indicou magnitude de 5,8. Diferenças nas estimativas são comuns nas primeiras horas após o registro de um terremoto, em razão das metodologias utilizadas por cada instituição.
De acordo com avaliações preliminares, o tremor pode ter sido sentido por moradores de áreas próximas ao epicentro, sem potencial para causar danos de grande porte. Em cidades como Miyako, com cerca de 51 mil habitantes e localizada a 96 quilômetros do ponto do abalo, Hachinohe, a 125 quilômetros, e Kamaishi, a 127 quilômetros, o fenômeno pode ter sido percebido como leve, com pequenas vibrações e eventual deslocamento de objetos.
As autoridades japonesas seguem monitorando a situação. Até o momento, não há alertas de tsunami nem registros oficiais de interrupções em serviços essenciais. O Japão está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região marcada pela intensa atividade tectônica, e mantém sistemas permanentes de monitoramento sísmico.
Com informações do Diário do Centro do Mundo*
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus






