Em pronunciamento televisionado neste domingo (4/1), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que uma “grande parte” da equipe de segurança do presidente deposto Nicolás Maduro foi morta durante a operação militar dos Estados Unidos no último sábado (3/1). Segundo ele, membros da guarda presidencial, incluindo militares e civis que faziam parte da proteção do chefe de Estado venezuelano, foram mortos “a sangue frio” enquanto os EUA conduziam a ação que culminou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Padrino López não divulgou números exatos, mas destacou que o episódio marcou um ataque sem precedentes à soberania venezuelana, gerando indignação do governo e pedido formal à ONU para tratar do caso em organismos internacionais.
Número de mortos e bombardeios
Fontes internacionais indicam que a operação, que incluiu bombardeios e ataques estratégicos a alvos militares e áreas urbanas da capital, Caracas — resultou na morte de pelo menos 40 pessoas, entre civis e integrantes das Forças Armadas venezuelanas. O número foi reportado por veículos como The New York Times e outros jornais internacionais, citando autoridades venezuelanas e oficiais sob condição de anonimato.
Os ataques envolveram um grande contingente aéreo dos EUA e neutralização das defesas antiaéreas venezuelanas, segundo relatos.
Captura de Maduro e sua esposa
Durante a Operação “Absolute Resolve”, forças especiais americanas penetraram em território venezuelano, neutralizaram defesas e capturaram Nicolás Maduro e Cilia Flores, que foram levados para os Estados Unidos, mais especificamente à Base Aérea de Stewart, em Nova York, onde desembarcaram algemados e sob custódia federal.
Em Washington, o presidente Donald Trump confirmou a captura e assegurou que a ação teve como objetivo combater narcotráfico, terrorismo e violações internacionais atribuídas ao regime de Maduro.
Desdobramentos atuais— Trump, Venezuela e futuro político
Após a operação, Trump declarou em pronunciamento que os EUA assumiriam temporariamente o controle de certas funções do governo venezuelano, visando estabelecer um período de transição e liberdade antes de eleições livres. Ele também revelou planos para permitir entrada de empresas petrolíferas americanas na reconstrução da indústria energética venezuelana.
Enquanto isso, no cenário internacional, a ação gerou reações conflitantes.
Vários países criticam a intervenção como violação do direito internacional e exigem respeito à soberania venezuelana.
Líderes de aliados da Venezuela (como Rússia e China) também condenaram o ato contra Maduro.
No âmbito interno venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina, mas sua legitimidade enfrenta desafios e oposição doméstica. 
Nos EUA, a operação divide opiniões, com alguns políticos defendendo a ação como necessária para combater narcoterrorismo, enquanto outros acusam o governo Trump de agressão e violação de normas internacionais.
O que vem a seguir?
O futuro político e institucional da Venezuela permanece incerto. As principais questões em aberto incluem os próximos passos jurídicos contra Maduro e Cilia Flores nos EUA, se serão formalmente acusados por narcotráfico e terrorismo. Como será implementada a transição democrática e quais eleições serão promovidas sob supervisão internacional. Qual será a resposta do Conselho de Segurança da ONU ao pedido da Venezuela por medidas contra intervenção estrangeira. Qual o impacto regional dessa intervenção no contexto latino-americano, inclusive em países vizinhos como Brasil, Colômbia e Chile.
Fonte: Reuters, The New York Times, CNN, Carta Capital*
Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






