O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, voltou a defender a Zona Franca de Manaus como eixo estratégico da economia brasileira e afirmou que os efeitos do modelo precisam alcançar a vida cotidiana da população, dentro e fora da capital. As declarações constam de um artigo publicado na imprensa nacional e de entrevista ao Poder360, divulgados na terça-feira (6).
Na avaliação do vice-governador, o desempenho do modelo concentrado no Polo Industrial de Manaus ainda não se traduz plenamente em renda para a população. Ele afirma que o salário médio no Amazonas é cerca de 40% menor do que o praticado no restante do país, o que reforça a necessidade de políticas complementares.
“O caminho está traçado, mas exige coragem política. É preciso conectar o Polo Industrial à economia das pessoas, fortalecer fornecedores locais, ampliar o microcrédito com orientação técnica e investir em formação rápida e direcionada”, escreveu.
Tadeu também destacou que o estado ainda registra alto volume de informalidade, puxado por atividades de subsistência, comércios de bairro e serviços básicos. Nesse cenário, o foco recai sobre mulheres que chefiam famílias, grupo que, segundo o vice-governador, enfrenta maior vulnerabilidade. Ele afirma que 38% dessas mulheres vivem em lares com insegurança alimentar.
“Elas costuram, cozinham, vendem, cuidam e mantêm de pé a economia invisível de Manaus e das cidades do interior. São elas que movem o Amazonas, e é por elas que o Estado precisa reposicionar suas políticas de crédito, capacitação e renda”, afirmou.
No artigo, o vice-governador voltou a apresentar a Zona Franca como exemplo de política pública que combina preservação ambiental e geração de emprego, mas ressaltou que o modelo precisa ganhar escala e continuidade para produzir efeitos sociais mais amplos. Segundo ele, o desenvolvimento sustentável deve ser medido pela melhoria concreta das condições de vida da população.
“O Amazonas precisa de estratégia. De um olhar técnico, humano e corajoso”, escreveu, ao defender ações estruturantes de longo prazo para o estado.
Ao final, Tadeu argumenta que o avanço econômico da Amazônia passa pela inclusão social.
“O Brasil só será, de fato, uma potência verde quando o progresso chegar também às cozinhas simples da cidade, aos mercados do interior e às mãos das mulheres que sustentam o futuro”, concluiu.
Com Informações da Assessoria
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






