Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9/1), o acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a criação de uma das maiores zonas de livre comércio globais, após mais de 25 anos de negociações entre os blocos econômico-comerciais. A sinalização favorável dos representantes dos 27 países europeus foi confirmada em reunião de embaixadores em Bruxelas, apesar da forte resistência de setores agrícolas e de alguns governos europeus.
O tratado, que ainda precisa ser formalizado por escrito e posteriormente aprovado pelo Parlamento Europeu antes de entrar definitivamente em vigor, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para comércio de bens, serviços, investimentos e padrões regulatórios entre os países da União Europeia e os membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
A aprovação representa um marco no comércio internacional, especialmente para economias sul-americanas como a brasileira, que poderão ter acesso facilitado a um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, com potencial de estimular exportações em diversos setores industriais e agropecuários.
Entretanto, a medida não foi unânime: França, Polônia, Hungria, Irlanda e outros países manifestaram oposição, citando preocupações com a concorrência de produtos agrícolas e impactos sobre produtores locais. Apesar disso, a maioria qualificada, exigida pelo sistema de votação do bloco europeu, permitiu o avanço do acordo.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está agora habilitada a assinar o acordo com os países do Mercosul, possivelmente já na próxima semana. Após essa etapa, o texto seguirá para análise e votação no Parlamento Europeu, onde ainda podem surgir debates e ajustes antes da ratificação final.
A expectativa de analistas econômicos é que o tratado, uma vez implementado, favoreça a integração comercial entre a Europa e a América do Sul, incentivando exportações e investimentos, mas ao mesmo tempo exigirá negociações complementares para questões ambientais, sanitárias e de sustentabilidade que ainda são pontos de debate entre os blocos.
Fonte: G1 / agências internacionais — Reuters, AFP e dpa.
Por: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus
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