Um estudo publicado na revista Nature Communications revela que o desmatamento acumulado nas últimas décadas na Amazônia já contribuiu para uma queda significativa nas chuvas no sul da região. A pesquisa analisou dados de satélite e modelos climáticos entre 1980 e 2019, mostrando impactos diretos da perda de floresta no ciclo da água.
A pesquisa indica que, em algumas áreas do sul da bacia amazônica, a redução das chuvas chegou a até 11% ao ano durante o período estudado. Segundo os cientistas, a floresta funciona como uma “bomba de água”: as árvores absorvem água do solo e devolvem parte dessa umidade para a atmosfera por meio da evapotranspiração, favorecendo a formação de nuvens e precipitação.
Quando grandes áreas de floresta são desmatadas, esse processo é enfraquecido, resultando em menos chuva sobre a própria Amazônia e regiões vizinhas.
Impactos e alertas:
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Modelos climáticos tradicionais podem subestimar os efeitos do desmatamento nas chuvas.
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A perda de floresta aumenta o risco de secas prolongadas, incêndios e prejuízos para a agricultura.
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A maior parte da redução das chuvas no sul da Amazônia está associada a mudanças locais no uso da terra, não apenas ao aquecimento global.
Os pesquisadores ressaltam que conter o desmatamento e restaurar áreas degradadas pode trazer efeitos diretos para a recuperação do regime de chuvas e ajudar a estabilizar o clima regional.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






