Caso Orelha: adolescentes investigados retornam ao Brasil e têm celulares apreendidos

Polícia Civil cumpriu mandados no aeroporto de Florianópolis; investigação apura maus-tratos e possível coação de testemunhas.

 

Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro comunitário Orelha retornaram ao Brasil na noite de quinta-feira (30) e tiveram celulares apreendidos no Aeroporto Internacional de Florianópolis. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com parecer favorável da Promotoria da Infância e Juventude.

Segundo a Polícia Civil, os adolescentes estavam nos Estados Unidos após o crime e anteciparam o retorno ao país, informação identificada por meio de monitoramento conjunto com a Polícia Federal. Os mandados foram cumpridos em sala restrita do aeroporto, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar.

Os aparelhos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para extração e análise de dados, procedimento já adotado com outros dispositivos recolhidos em operação anterior, no dia 26 de janeiro. Os dois adolescentes também foram intimados a prestar depoimento. A polícia solicitou ainda a emissão do laudo de corpo de delito do animal.

A investigação apura a participação de ao menos quatro adolescentes na agressão que resultou na morte de Orelha, considerado mascote da Praia Brava, em Florianópolis. O cachorro foi encontrado ferido em uma área de mata, recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu. O caso é tratado como maus-tratos a animal.

Além da apuração sobre a agressão, a Polícia Civil investiga possível coação no curso do processo. Três parentes dos adolescentes foram indiciados por suspeita de intimidação a um vigia que teria presenciado o ataque. As diligências seguem sob sigilo e incluem análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores.

Em outro episódio de violência contra animais citado na investigação, o cachorro Abacate morreu após ser atingido por disparo de arma de fogo em Toledo, no Paraná, na terça-feira (27). A polícia local apura a autoria do disparo.

 

Com informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus