O adolescente suspeito de agredir o cão Orelha apresentou informações falsas em seu depoimento à DEACLE (Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei). Ele afirmou ter permanecido na piscina do condomínio na manhã de 4 de janeiro, mas imagens de câmeras de segurança e testemunhas mostraram que estava fora do local no horário do ataque.
Segundo o inquérito, o jovem deixou o condomínio às 5h25 e o ataque ao cão ocorreu por volta das 5h30. Câmeras de segurança registraram seu retorno às 5h58, acompanhado por uma amiga. O controle de acesso da portaria e relatos de testemunhas confirmaram a saída do adolescente, contrariando sua versão de que não havia saído do prédio.
Após o conhecimento dos suspeitos pela Polícia Civil, o adolescente viajou para os Estados Unidos no mesmo dia, permanecendo fora do país até 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto ao retornar. Durante a investigação, familiares tentaram ocultar itens relacionados ao caso, incluindo um boné rosa e um moletom, que foram usados no dia do crime.
A polícia utilizou tecnologia avançada, como software israelense para recuperação de dados apagados e análise de geolocalização, para confrontar o depoimento do adolescente. As contradições foram fundamentais para a investigação, que resultou na representação pela internação do jovem, medida equivalente à prisão para adultos em casos graves.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, com base nas provas coletadas, incluindo imagens, objetos ligados ao crime e testemunhos.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






