A circulação de pessoas em balneários, áreas próximas a rios e igarapés e comunidades rurais aumenta o risco de transmissão de malária em Manaus durante o Carnaval e feriados prolongados. O mosquito Anopheles, responsável pela transmissão da doença, tem maior atividade do anoitecer ao amanhecer, horários em que é mais comum a picada.
De 1º de janeiro a 4 de fevereiro de 2026, foram registrados 892 casos de malária na capital amazonense. A distribuição geográfica mostrou maior incidência na zona Leste (48,9%) e na zona rural terrestre (37,2%), seguida pela zona Oeste (9,1%), zona rural fluvial (2,7%) e zona Norte (1,9%). No ano anterior, Manaus registrou 8.370 casos, sendo a maior parte na zona rural terrestre (40,1%) e na zona Leste (37%).
Medidas de prevenção
Especialistas reforçam que a população deve adotar cuidados básicos para reduzir o risco de infecção:
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Evitar permanecer em áreas de mata e margens de rios e igarapés no final da tarde e à noite;
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Usar repelentes regularmente;
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Optar por roupas de mangas longas e calças;
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Manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas;
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Dormir sob mosquiteiros ou cortinados sempre que possível.
Essas ações são fundamentais para minimizar a exposição ao mosquito, especialmente durante períodos de maior circulação de pessoas.
Sintomas e diagnóstico
O diagnóstico precoce é essencial para prevenir complicações e reduzir a transmissão. Os sintomas mais comuns da malária incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo ou mal-estar, que geralmente surgem 12 a 15 dias após a picada do mosquito.
Manaus conta com 79 pontos de atendimento para exames de malária: 29 unidades realizam teste rápido e 50 unidades realizam exame de gota espessa. Pessoas que apresentarem sintomas ou estiverem em contato com pacientes diagnosticados devem procurar atendimento o quanto antes e informar a área de risco.
Tratamento e prevenção da transmissão
O tratamento rápido garante a cura e contribui para interromper a cadeia de transmissão, evitando novos casos. Além disso, familiares e pessoas que convivem com pacientes diagnosticados devem realizar exames, já que existem casos assintomáticos ou com sintomas leves.
A malária continua sendo endêmica na Amazônia, e a atenção constante, especialmente em períodos de grande movimentação, como feriados e festas, é essencial para reduzir o número de casos e proteger a população.
Com informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






