Os Bancos de Leite Humano (BLH) das maternidades Ana Braga, Azilda da Silva Marreiro e Balbina Mestrinho, unidades da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, estão solicitando doações de leite materno para atender recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs). O pedido ocorre devido à redução nos estoques disponíveis.
Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a doação de leite humano é fundamental para salvar vidas e manter o funcionamento da rede de atenção materno-infantil no estado.
“Doar leite materno é um gesto de amor e solidariedade. As mães que produzem leite em excesso podem contribuir diretamente para a recuperação de bebês prematuros, garantindo um alimento seguro e essencial para o desenvolvimento dessas crianças”, afirmou.
A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga, Daíse Reis da Cunha, destaca que o processo de doação é simples, seguro e acompanhado por profissionais especializados.
“Cada doação recebida representa mais chances de vida e uma recuperação mais rápida para os bebês prematuros. Nossa equipe está preparada para orientar e apoiar todas as mães doadoras”, explicou.
A Maternidade Ana Braga concentra a maior demanda da rede estadual e também lidera o volume de doações. A unidade atende, em média, cerca de 500 bebês prematuros por mês que dependem do leite humano doado. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, dos 702 litros arrecadados em todo o período, quase metade foi coletada pelo banco de leite da maternidade.
As mães interessadas em doar podem entrar em contato diretamente com os Bancos de Leite Humano. O BLH da Maternidade Azilda Marreiro atende pelo telefone (92) 99170-5783; o da Maternidade Ana Braga pelo (92) 99444-4946; e o BLH Fesinha Anzoategui, da Maternidade Balbina Mestrinho, pelo (92) 99336-6060.
A coleta do leite é realizada de forma domiciliar. Após o cadastro, as doadoras recebem orientações sobre a extração e o uso do recipiente adequado, e uma equipe do BLH faz a coleta semanalmente nas residências. O leite passa por pasteurização antes de ser armazenado e distribuído aos recém-nascidos internados. Para se tornar doadora, a mulher precisa estar em boas condições de saúde e apresentar produção excedente de leite. A doadora Laís Lopes relata que o processo é simples e recompensador.
“Depois que recebi as orientações, percebi como é simples doar. Saber que o leite que eu produzo pode ajudar outros bebês me deixa muito feliz e realizada”, contou.
O Amazonas possui a maior rede de Bancos de Leite Humano da região Norte, com 26 postos de coleta distribuídos entre a capital e o interior, conforme dados da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano, vinculada à Fundação Oswaldo Cruz. As unidades da rede estadual atendem bebês prematuros de hospitais públicos e privados em todo o estado.
Com Informações da Secretaria de Estado de Saúde
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






