Uma pesquisa científica inédita publicada recentemente revela que mais de 50% dos recifes de coral do mundo sofreram branqueamento em nível moderado ou severo durante um evento global de aquecimento marinho entre 2014 e 2017, considerado o mais extenso já registrado para esses ecossistemas marinhos essenciais. O estudo, que integra dados de mais de 15 000 levantamentos e combina observações diretas com imagens de satélite, também mostra que cerca de 15% dos recifes experimentaram mortalidade significativa nesse período, indicando uma perda substancial de estrutura e saúde dos recifes ao redor do mundo.
O branqueamento ocorre quando os corais, sob estresse térmico intenso — causado pelo aumento da temperatura dos oceanos — expulsam as algas simbióticas que lhes fornecem nutrientes e suas cores vibrantes, deixando-os pálidos e vulneráveis. Esse processo reduz o crescimento, a reprodução e pode levar à morte quando prolongado ou severo.
A análise, publicada na revista Nature Communications, integra dados de diversas instituições internacionais e representa a avaliação mais abrangente já realizada sobre a extensão global do branqueamento. Os cientistas destacam ainda que um novo evento de branqueamento global, iniciado em 2023, pode ser ainda mais severo, refletindo a tendência de aquecimento contínuo dos oceanos.
Os recifes de coral compõem um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta e sustentam serviços ambientais e econômicos vitais, como a pesca, o turismo e a proteção costeira. A aceleração dos impactos térmicos ameaça esses serviços e coloca em xeque a resiliência dos recifes diante das mudanças climáticas.
Com informações revista Nature Communications*
Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






