A perda dentária continua sendo um problema prevalente no Brasil, especialmente na região Norte, onde adultos apresentam em média quase 11 dentes perdidos. Especialistas destacam que o problema está ligado à falta de prevenção, dificuldades de acesso a serviços odontológicos e condições socioeconômicas, reforçando a necessidade de cuidados regulares com a saúde bucal.
Segundo o cirurgião-dentista Paulo Grandal, a perda de um dente geralmente resulta de anos de negligência, incluindo cáries avançadas, doenças periodontais, fraturas e traumas. “Muitos pacientes só procuram atendimento quando a dor é intensa, e nesse estágio o dente muitas vezes não pode mais ser salvo”, alerta o especialista.
Dr. Grandal destaca que a ausência de dentes vai além da estética, podendo causar deslocamento dos dentes vizinhos, perda óssea, comprometimento da mastigação e alterações na harmonia facial. Muitas vezes, as consequências surgem meses ou anos após a perda, tornando o tratamento mais complexo e oneroso.
Dados sobre perda dentária no Brasil
Estudos nacionais indicam que a média de dentes perdidos por adulto é de 7,57, sendo mais elevada nas regiões Norte (10,95 dentes) e Nordeste, refletindo desigualdades no acesso a serviços de saúde bucal e condições socioeconômicas distintas.
Entre adolescentes, a prevalência de perda de pelo menos um dente é de 38,9%, especialmente em áreas com menor cobertura de água fluoretada e serviços preventivos. “A desigualdade regional indica que, em locais com menor cobertura de serviços especializados, a perda dentária ocorre mais cedo e com maior frequência”, observa Dr. Grandal.
Reabilitação e prevenção
Para pacientes que já perderam dentes, existem opções como próteses removíveis, pontes fixas e implantes dentários. O implante é considerado a alternativa mais conservadora, pois substitui a raiz do dente e preserva o osso, devolvendo função e estética de forma mais próxima ao natural.
No entanto, o especialista ressalta que cada caso exige avaliação clínica e exames radiográficos completos. “Sempre que possível, o dente natural deve ser preservado antes de optar por um implante”, afirma.
Mensagem aos brasileiros
A principal orientação de Dr. Grandal é que a prevenção é a estratégia mais eficaz: acompanhamento regular, cuidados diários e tratamento precoce podem evitar a perda dentária. “Quando tratado cedo, o problema é mais simples de resolver, com maior custo-benefício e melhores resultados”, reforça.
O cirurgião-dentista finaliza: “A odontologia oferece soluções avançadas, mas a perda de dentes não deve ser negligenciada, pois impacta a saúde geral e a qualidade de vida.”
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






