ANA autoriza Potássio do Brasil a captar água do rio Madeira para projeto em Autazes

A Potássio do Brasil obteve autorização da ANA para extrair até 10,5 milhões de metros cúbicos de água do rio Madeira por ano durante 10 anos, integrando o projeto de mineração em Autazes, no Amazonas. A medida deve reduzir custos e avançar na infraestrutura da mina.

A Potássio do Brasil anunciou avanços no projeto de mineração em Autazes, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), após receber autorização da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para captar água do rio Madeira. A licença permite a extração de até 10,5 milhões de metros cúbicos por ano durante um período de 10 anos, contribuindo para o processamento do minério de potássio.

A autorização, datada de 30 de janeiro de 2026, permite a retirada de até 2.400 metros cúbicos por hora, por até 12 horas diárias. Inicialmente, a empresa previa perfuração de aproximadamente 16 poços de água subterrânea a 250 metros de profundidade, mas a captação de água superficial deve reduzir custos e simplificar a construção da mina e da planta de processamento.

A estratégia hídrica da Potássio do Brasil inclui reciclagem da maior parte da água utilizada, captação de águas pluviais e operação de estação de purificação, utilizando água nova apenas para manter padrões de qualidade e vazão. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o projeto está alinhado às diretrizes que priorizam o uso de águas superficiais quando ambientalmente adequado e economicamente viável.

Além disso, a empresa já obteve 21 Licenças de Instalação, permitindo a construção dos poços da mina, da planta de processamento e a melhoria de oito milhas de estrada que conectam a planta ao porto e terminal fluvial.

A Potássio do Brasil iniciou, em parceria com a WSP Global, atividades de apoio técnico junto às 36 comunidades indígenas Mura, previamente consultadas durante o processo de licenciamento. O objetivo é fortalecer o Plano de Bem-Estar Mura, identificar oportunidades de inclusão social, capacitação e melhoria da qualidade de vida comunitária.

Recentemente, a companhia recebeu propostas de financiamento por terceiros no modelo Build, Own, Operate and Transfer (BOOT) para infraestrutura essencial do projeto, incluindo porto fluvial, planta de vapor e sistema de energia de 20 MW.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.