Chuvas em Minas Gerais deixam 25 mortos, dezenas de desaparecidos e cidades decretam calamidade pública

Juiz de Fora concentra maior número de vítimas; volume histórico de precipitação provoca desabamentos, enchentes e mobiliza forças estaduais e federais

As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram ao menos 25 mortes e deixaram centenas de pessoas desabrigadas. Em Juiz de Fora, 16 pessoas morreram e 440 estão fora de casa. Na madrugada desta terça-feira, 24, o município decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas na rede municipal. O Corpo de Bombeiros realiza buscas por pelo menos 43 desaparecidos.

Em Ubá, outras sete mortes foram confirmadas em decorrência do temporal, além de quatro pessoas desaparecidas. O Ribeirão Ubá transbordou na noite de segunda-feira, 23, e a Avenida Beira Rio ficou completamente alagada. Ainda não há informações oficiais sobre a identidade das vítimas.

Já em Matias Barbosa, a enchente levou a administração municipal a decretar estado de calamidade pública para viabilizar acesso a recursos federais e acelerar ações emergenciais de atendimento às famílias afetadas.

Em Juiz de Fora, o volume acumulado de chuva em fevereiro chegou a 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês, segundo a prefeitura. É o fevereiro mais chuvoso da história do município. A previsão indica possibilidade de novas pancadas nos próximos dias.

Um dos bairros mais atingidos é o Parque Burnier, onde há pelo menos 20 desaparecidos, entre eles crianças. Doze casas desabaram no local. Nove pessoas foram resgatadas com vida e quatro morreram. No Bairro Cerâmica, duas residências desabaram e cinco pessoas da mesma família permanecem soterradas.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e serviços municipais atuam nas ocorrências. O Rio Paraibuna e córregos da região transbordaram, provocando interdições de pontes, fechamento de vias e queda de árvores. O município decretou luto oficial de três dias.

Segundo os bombeiros, mais de 40 chamados emergenciais foram registrados apenas na madrugada, envolvendo soterramentos, moradores ilhados e bloqueio de vias. Reforços especializados e cães de busca foram mobilizados para ampliar as operações.

O Ministério da Defesa informou que foi acionado para apoiar as ações de resposta, com disponibilização de viaturas, tropas para limpeza e desobstrução de vias, apoio logístico, organização de abrigos temporários e uso de helicóptero em ações humanitárias.

O governo de Minas Gerais também decretou luto oficial de três dias.

 

Com Informações de órgãos oficiais e da Defesa Civil

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus