O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, embaixador Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa se preparar para uma possível intensificação do conflito no Oriente Médio, após os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã. A declaração foi registrada em entrevistas a veículos de imprensa e repercutida em reportagens como a do portal G1 e publicações associadas ao noticiário internacional.
Questionado sobre o motivo de seu alerta, Amorim destacou que a escalada dos confrontos apresenta um “grande potencial de alastramento”, com risco de ampliar o conflito para além das fronteiras regionais. Para ele, as ações militares recentes, que incluem bombardeios e retaliações entre EUA, Israel e Irã, elevam as tensões diplomáticas e podem ter consequências imprevisíveis para a segurança global.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou Amorim à imprensa brasileira, referindo-se às consequências de um agravamento no cenário militar e geopolítico que já afeta diversas nações.
Segundo as análises de especialistas e reportagens sobre o tema, os conflitos desencadeados a partir dos ataques de 28 de fevereiro de 2026, que incluíram ofensivas aéreas lideradas pelos EUA e por Israel contra o Irã, resultaram em uma série de reações e retaliações na região, com impacto sobre países vizinhos e sobre rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte global de energia.
No mesmo contexto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil já manifestou preocupação com a escalada da violência e qualificou a intensificação das hostilidades como uma grave ameaça à paz internacional, reforçando a importância do papel diplomático brasileiro em fóruns multilaterais.
O alerta de Amorim ocorre em um momento de crescente instabilidade geopolítica, em que a reação internacional e os desdobramentos econômicos — incluindo potenciais reflexos nos mercados de energia e nas relações entre grandes potências — continuam a ser observados de perto por governos de todo o mundo.
Fonte: G1, Brasil247
Tatiana Sobreira – Redação Jovem Pan News Manaus
Edição: Victoria Medeiros
Foto: Reprodução / Gov






