Pela vida das mulheres: atos do 8 de março ocupam ruas pelo Brasil

Manifestações denunciam a violência de gênero e protestam contra a escala de trabalho 6x1

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), é marcado por mobilizações em diversas cidades do país. Atos organizados por movimentos feministas e sociais ocupam ruas nas cinco regiões do Brasil com pautas voltadas ao combate à violência de gênero, à defesa de direitos e à melhoria das condições de trabalho. 

Entre as principais reivindicações das manifestações estão o enfrentamento ao feminicídio, a defesa da democracia, a soberania nacional e o fim da escala de trabalho de seis dias consecutivos por um de descanso (6×1), tema que também está em debate no Congresso Nacional. 

Uma das organizações responsáveis pela mobilização nacional é a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), que afirma que o objetivo das manifestações é chamar atenção para a violência enfrentada diariamente por mulheres no país.

“Estamos nas ruas para exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas. Pelo fim do feminicídio”, afirma o manifesto divulgado pela entidade.

O documento também relaciona as desigualdades enfrentadas pelas mulheres a estruturas sociais e econômicas mais amplas. Segundo a organização, a exploração e as violências sofridas pelas mulheres estão ligadas a sistemas de desigualdade que envolvem machismo, racismo e desigualdades econômicas.

“Mulheres no Brasil, em Gaza, em Cuba, na Venezuela e em tantos outros lugares enfrentam guerras, ameaças à soberania, avanço da extrema direita e retirada de direitos básicos”, afirma o texto.

Além da denúncia da violência, as manifestações também destacam a defesa de direitos trabalhistas, especialmente a crítica à jornada considerada exaustiva da escala 6×1. Movimentos sociais defendem mudanças que garantam melhor qualidade de vida às trabalhadoras e trabalhadores. 

Os atos incluem marchas, manifestações culturais, debates públicos e mobilizações organizadas por coletivos feministas, sindicatos e organizações da sociedade civil.

Atos pelo Brasil

As manifestações ocorrem em diferentes capitais e cidades do país ao longo do dia. Confira alguns locais e horários:

Região Norte

  • AM – Manaus | 15h – Praça da Polícia
  • PA – Belém | 9h – Escadinha da Doca
  • PA – Bragança | 16h – Praça das Bandeiras
  • PA – Marabá | 8h – Feira da Folha 28
  • PA – Santarém | 17h – Praça da Matriz
  • RR – Boa Vista | 18h – Portal do Milênio

Região Nordeste

  • AL – Maceió | 9h – Praça Sete Coqueiros
  • BA – Salvador | 9h – Morro do Cristo
  • CE – Crato | 8h – Prefeitura do Crato
  • CE – Fortaleza | 14h – Projeto 4 Varas (Barra do Ceará)
  • MA – São Luís | 9h – Largo do Carmo
  • PB – João Pessoa | 15h – Biblioteca Anayde Beiriz
  • PI – Teresina | 8h30 – Praça Pedro II
  • RN – Mossoró | 16h – Praça do Teatro Dix-Huit Rosado
  • RN – Natal | 8h – Caju da Redinha
  • SE – Aracaju | 8h – Feira Livre do Bugio

Centro-Oeste

  • DF – Brasília | 13h – Funarte, com marcha até o Palácio do Buriti
  • GO – Goiânia | 9h – Praça do Trabalhador
  • MT – Cuiabá | 7h30 – Feira do CPA II

Sudeste

  • ES – Vitória | 8h – Parque Moscoso
  • MG – Belo Horizonte | 9h30 – Praça Raul Soares
  • SP – São Paulo | 14h – MASP
  • RJ – Rio de Janeiro | 10h – Posto 3, Copacabana

Sul

  • PR – Curitiba | 9h – Praça Santos Andrade
  • RS – Porto Alegre | 9h30 – Ponte da Pedra
  • SC – Balneário Camboriú | 9h – Praça Almirante Tamandaré
  • SC – Blumenau | 8h – Escadaria da Igreja Matriz
  • SC – Joinville | 14h30 – Praça da Biblioteca

As mobilizações reforçam o caráter histórico do 8 de março como uma data de luta por igualdade, direitos e políticas públicas que garantam proteção e dignidade às mulheres. 

Com informações da Agência Brasil.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.