A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou, nesta terça-feira (17), a primeira campanha de 2026 do movimento #FiqueEsperto, com foco em alertar a população sobre fraudes digitais que utilizam conteúdos manipulados, conhecidos como deepfakes. A tecnologia permite simular vozes, imagens e vídeos com aparência de autenticidade, sendo usada para enganar usuários e obter dados pessoais ou valores financeiros.
Segundo a Anatel, os golpes também envolvem a disseminação de desinformação em redes sociais, além de mensagens e ligações fraudulentas feitas em nome de bancos, empresas e órgãos públicos. As práticas exploram a confiança dos usuários e a aparência de legitimidade das comunicações digitais.
A campanha orienta os consumidores a desconfiar de conteúdos suspeitos, evitar o compartilhamento de informações sem verificação e confirmar a autenticidade de mensagens em canais oficiais ou perfis verificados. Também recomenda atenção a solicitações de dados pessoais ou transferências financeiras.
A iniciativa incentiva o acesso a páginas institucionais com orientações, como o Brasil Contra Fake, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e o Fato ou Boato, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em caso de tentativa ou ocorrência de golpe, a recomendação é registrar boletim de ocorrência para permitir investigação e prevenção de novos casos.
De acordo com a Anatel, a campanha utiliza linguagem direta e reúne orientações práticas para ampliar a conscientização sobre segurança digital. O conteúdo também é distribuído por operadoras de telefonia móvel, por meio de SMS e e-mail, além de canais institucionais e redes sociais.
Criado em 2020, o movimento #FiqueEsperto passou de ação temporária para iniciativa permanente, com campanhas realizadas, em média, a cada três meses. Atualmente, reúne 19 instituições, entre entidades do setor de telecomunicações, sistema financeiro, organizações da sociedade civil e órgãos públicos.
A Anatel afirma que a ação busca ampliar a verificação de informações, reduzir a circulação de conteúdos falsos e enfrentar o avanço de fraudes digitais baseadas em novas tecnologias.
Com informações da Agência Gov*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






