PF faz operação contra grupo que usava aeroporto de Manaus para tráfico

Ação cumpre mandados na capital e integra ofensiva nacional contra o crime organizado

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Rastreio em Manaus. A ação investiga um grupo suspeito de utilizar o Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para envio de drogas.

Na capital amazonense, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais são executadas em diferentes pontos da cidade. A investigação aponta que o grupo utilizava a estrutura logística do aeroporto para escoar entorpecentes, com indícios de atuação articulada.

A operação integra a mobilização nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), coordenadas pela Polícia Federal. As FICCOs atuam em formato de força-tarefa, reunindo polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e secretarias estaduais de segurança pública.

No total, a ofensiva ocorre em 15 estados e prevê o cumprimento de 180 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão. Além do Amazonas, há ações em estados como São Paulo, Maranhão, Pará e Pernambuco, com foco no combate ao tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de facções criminosas. Em algumas frentes, também há bloqueio de bens e contas bancárias ligadas aos investigados.

Segundo a Polícia Federal, o modelo de atuação das FICCOs permite integração entre diferentes órgãos de segurança, com compartilhamento de informações e atuação coordenada em múltiplas regiões.

Dados da corporação indicam que, apenas em 2025, as FICCOs realizaram 246 operações em todo o país, resultando em mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e cerca de 1,5 mil prisões.

A operação desta quarta-feira tem como objetivo desarticular redes criminosas que utilizam rotas logísticas, como aeroportos e rodovias, para transporte de drogas e expansão das atividades ilícitas.

 

 

Com informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus