Ancelotti mantém proposta ousada e prevê duelo complicado diante dos franceses

Em preparação para amistoso, comandante avalia adversário e fala sobre desfalques e formação

Na manhã desta quarta-feira (25), o técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva e detalhou a estratégia da Seleção Brasileira para o amistoso contra a França. O treinador deixou claro que manterá uma postura ofensiva, mesmo diante de um adversário de alto nível.

O Brasil enfrenta os franceses nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), em Boston, nos Estados Unidos. Em seguida, a equipe encara a Croácia, na próxima terça-feira, às 21h, em Orlando.

Durante a coletiva, Ancelotti confirmou que pretende utilizar quatro jogadores no setor ofensivo, mas fez questão de destacar que o equilíbrio tático será determinante para o desempenho da equipe.

“Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores, pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente. Amanhã é o mesmo, um teste importante, queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo, tentar defender bem, que é muito importante, ter equilíbrio e jogar bem com a bola, mostrar a qualidade que os quatro da frente têm”, afirmou.

O treinador também chamou atenção para a qualidade da seleção francesa, ressaltando os desafios que o Brasil terá ao longo da partida.

“Os jogadores que todo mundo conhecem. Jogadores muito fortes, com muita qualidade. Mbappé marcou muitos gols ano passado. Agora é um rival. Temos que defender bem contra ele. É um jogador muito rápido, com qualidade, muito efetivo na finalização.”

Ao ampliar a análise sobre o adversário, Ancelotti reforçou a necessidade de uma atuação equilibrada, com capacidade de adaptação a diferentes cenários de jogo.

“França é uma equipe de qualidade. Tem qualidade em todos os aspectos. Tem qualidade na frente, velocidade. É muito importante para a Seleção jogar com equilíbrio. Depois, estamos focados na qualidade da nossa equipe que é muita. Brasil também pode jogar em contra-ataque, com posse de bola e pode jogar muito bem.”

A definição da escalação titular deve acontecer após o último treino da equipe, realizado também nesta quarta-feira, antes da viagem para Boston. Uma ausência já confirmada é a do zagueiro Marquinhos, que não participará do amistoso por conta de desgaste muscular na coxa.

Ancelotti ainda comentou o momento da temporada e o impacto físico nos atletas convocados, classificando a atual Data Fifa como desafiadora.

“É um momento assim da temporada (sobre a série de lesões). É uma Data Fifa complicada para todos. Para nós é um teste importante, contra uma equipe que pode ser favorita na Copa. Queremos mostrar uma boa atitude e qualidade.”

Na defesa, o treinador indicou que segue avaliando nomes, especialmente entre os jogadores mais recentes no grupo.

“Os zagueiros mais ou menos estão definidos. Nesta data temos zagueiros novos. Léo Pereira, Bremer, Ibañez. Temos que avaliar, tanto a condição física, como eles dentro do grupo. Os três têm qualidade para estar na Copa do Mundo. Na Copa do Mundo vamos trazer quatro ou cinco zagueiros.”

A disputa pela titularidade no gol também permanece em aberto, embora o comandante tenha sinalizado que já trabalha com um grupo praticamente definido.

“Não quero dar pistas. Vou tomar essa decisão em maio, mas mais ou menos os três goleiros estão definidos.”

Outro ponto destacado na coletiva foi a limitação de tempo para treinamentos, algo que, segundo Ancelotti, se tornou comum no futebol moderno.

“Em geral o trabalho de treinador nos últimos anos mudou. Todos os treinadores lamentam a falta de tempo para treinar. É bastante normal não ter tempo. Tem que focar o trabalho na qualidade dos treinamentos, das reuniões… É muito importante a preparação, a metodologia no treinamento para preparar bem.”

Por fim, o treinador comentou as opiniões em torno da ausência de Neymar e reforçou o respeito ao debate no ambiente esportivo.

“Eu observo tudo. É normal, cada um no futebol pode opinar. No futebol não há uma ciência clara. Cada um tem a sua opinião. Eu tenho que respeitar a opinião de todos.”

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan news Manaus

Foto: Reprodução / CBF TV