O Teatro Amazonas foi palco, na terça-feira (24/03), do espetáculo “Nhê’êng Katu”, do Balé Folclórico do Amazonas. A apresentação destacou referências culturais indígenas, reunindo dança, música e elementos simbólicos inspirados na ancestralidade da etnia Dessana.
O espetáculo “Nhê’êng Katu”, apresentado pelo Balé Folclórico do Amazonas, ofereceu ao público uma experiência artística marcada pela pesquisa, espiritualidade e identidade cultural. A montagem articulou movimentos coreográficos, música e simbolismo, propondo uma imersão nos ritos e na cosmovisão dos povos originários do Alto Rio Negro.
A iniciativa foi realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, como parte da programação cultural do Teatro Amazonas, incentivando produções que valorizam as raízes amazônicas.
Segundo a diretora artística Monique Andrade, a criação do espetáculo envolveu pesquisa aprofundada junto à etnia Dessana, com o objetivo de representar os rituais e tradições indígenas por meio da dança. “O espetáculo nasceu da vontade da companhia de se aproximar mais do universo dos povos originários”, afirmou Andrade.
A trilha sonora do espetáculo combinou cantos tradicionais indígenas e composições contemporâneas, utilizando instrumentos como flautas, tambores e chocalhos. A movimentação dos bailarinos buscou transmitir elementos de espiritualidade, tempo mítico e a relação entre corpo e natureza.
O coreógrafo e pesquisador Eduardo Amaral destacou a importância do trabalho colaborativo com representantes dos povos originários, que auxiliaram na compreensão de rituais, danças e elementos simbólicos. “Foi um processo intenso de pesquisa, que envolveu desde movimentos até aspectos da medicina da floresta”, comentou Amaral.
O espetáculo também evidenciou o diálogo entre tradição e contemporaneidade, transformando referências culturais em linguagem cênica acessível ao público, preservando a essência das práticas indígenas.
O título da obra, “Nhê’êng Katu”, pode ser entendido como “palavra verdadeira” ou “palavra sagrada”, reforçando a relevância da tradição oral, dos cantos e dos rituais como formas de preservação da identidade dos povos originários.
A apresentação reforça o compromisso com a valorização das culturas indígenas e a promoção de produções artísticas que refletem a diversidade cultural da região amazônica.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






