FPFtech mira protagonismo na Amazônia e acelera consolidação como maior parque tecnológico da Região Norte

Sérgio Cavalcante, analista de sistemas da FPFtech, explica a expansão das iniciativas da Fundação e o fortalecimento de um ecossistema integrado de tecnologia, pesquisa e educação.

A disputa por protagonismo tecnológico na Amazônia entra em uma nova fase com a consolidação da Fundação Desembargador Paulo Feitoza (FPFtech), que avança para se posicionar como o principal parque tecnológico da Região Norte. Com quase três décadas de atuação, a instituição amplia seu ecossistema de inovação e acelera projetos que conectam educação, pesquisa aplicada e indústria.

A visão de futuro e os próximos passos da Fundação foram detalhados em entrevista ao programa Minuto a Minuto, da Jovem Pan News Manaus, apresentado pelo jornalista Caubi Cerquinho, em conversa com o analista de sistemas da FPFtech, Sérgio Cavalcante.

“O Parque Tecnológico da Região Norte”

Ao ser questionado sobre o papel da instituição no cenário tecnológico do Amazonas, Sérgio Cavalcante sintetizou a visão de futuro da Fundação em uma definição direta, que resume o objetivo estratégico da organização:

“O Parque Tecnológico da Região Norte.”

Na sequência, ao ser provocado pelo apresentador a explicar o funcionamento e a importância da FPFtech no desenvolvimento regional, ele detalhou o conceito que estrutura o trabalho da instituição:

“César, bem-vindo, seja bem-vindo aqui ao nosso programa… explica para a gente o que é a Fundação, o que faz, como é que nasceu e a importância que tem nessa questão da tecnologia hoje no Amazonas.”

Origem e evolução de um ecossistema tecnológico

Ao reconstituir a trajetória da Fundação, Sérgio destacou que o projeto nasceu de uma iniciativa voltada à democratização do acesso à tecnologia na região, idealizada por magistrados que buscavam ampliar oportunidades educacionais e profissionais no Amazonas.

“A Fundação, ela tem 27 anos. Ela começou as atividades… pela vontade de oportunizar a educação e a tecnologia para a região. Sempre foi um desejo… e a gente vive esse sonho.”

Ele também relembrou o crescimento físico e institucional da organização ao longo dos anos, desde sua primeira sede até a estrutura atual dentro do Distrito Industrial:

“Começou pequena… depois foi para o próprio distrito… começou lá no centro, na 24 de maio… e expandiu muito.”

Esse crescimento, segundo ele, não foi apenas territorial, mas também de modelo de atuação:

“Inclusive no modelo de negócios. A gente começou a fortalecer isso daí. Fizemos diversas soluções para empresas do distrito, tecnologia baseada em software, hardware, automação.”

Da formação técnica ao ecossistema de inovação

Com a expansão das atividades, a FPFtech passou a operar em múltiplas frentes, integrando educação técnica, pesquisa aplicada e desenvolvimento industrial.

Sérgio explica que essa mudança consolidou uma nova lógica institucional, baseada em aprendizagem contínua:

“A gente começou a abrir um leque maior, um portfólio de negócios, que é o educacional.”

E complementa destacando o caráter dinâmico da instituição:

“A fundação, além de uma empresa que aprende a aprender, ela aprende a ensinar o novo também.”

Nesse processo, segundo ele, a instituição também se reinventa constantemente para acompanhar as transformações tecnológicas:

“Ela faz o caminho de se reciclar e reagir radicalmente.”

Pesquisa, robótica e inteligência artificial

Ao falar sobre as áreas de pesquisa em desenvolvimento, Sérgio destacou o avanço em tecnologias de ponta, como robótica e inteligência artificial, aplicadas tanto à indústria quanto à educação:

“A gente tem pesquisa sobre robôs… modelos de IA para robôs humanoides… e outras coisas.”

Ele explica que esses estudos fazem parte de uma estratégia de antecipação tecnológica:

“A gente já começa a entender o que está acontecendo e começa a atuar, para depois inclusive ensinar na escola.”

IA e transformação do trabalho

Um dos pontos centrais da entrevista foi o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e na sociedade.

Ao ser questionado sobre a popularização dessas tecnologias, Sérgio traça um paralelo com a chegada da internet:

“A tendência é que aumente ainda mais a presença dessa tecnologia na vida da gente… é comparar com a internet, que mudou o mundo.”

Ele reforça que a tecnologia não substitui o trabalho humano, mas amplia sua capacidade produtiva:

“Cada profissão tem sua nobreza… o médico salva vidas, o direito ajuda a sociedade a coexistir… e a tecnologia muda o mundo.”

E resume a visão da instituição sobre o tema:

“A gente tem orgulho do que faz… porque é melhorar o mundo.”

Infraestrutura de ponta e computação de alto desempenho

Sérgio também detalhou a infraestrutura tecnológica da Fundação, destacando o uso de supercomputação e inteligência artificial em larga escala:

“A gente tem um supercomputador da NVIDIA lá na Fundação… coisas que seriam feitas em dias são feitas em segundos.”

Ele cita ainda a capacidade de processamento aplicada a projetos de visão computacional:

“57 mil imagens absorvidas em um segundo para reforçar o modelo de visão computacional.”

Para ele, essa transformação já não pertence ao futuro:

“Isso já está na nossa vida… já está sendo usado… já está na palma da mão de muita gente.”


Tecnologia aplicada à realidade amazônica

A entrevista também abordou projetos voltados a comunidades isoladas da Amazônia, com foco em telemedicina e conectividade.

Sérgio explicou uma das soluções desenvolvidas pela instituição:

“É um totem que pega sinais vitais da pessoa… no meio da floresta… e consegue fazer um médico remotamente atender um indígena.”

Ele destaca o uso de inteligência artificial para superar barreiras linguísticas:

“A gente usa IA para fazer a tradução da língua nativa… para o médico e vice-versa.”

E reforça o impacto direto na assistência médica:

“Ele consegue pegar a pressão… ajudar o médico a fazer a anamnese do paciente.”

Sérgio retoma o ponto central que atravessa toda a trajetória da Fundação: o desejo de consolidar o ecossistema como um grande parque tecnológico de referência na Região Norte. Ele reforça que esse não é apenas um plano institucional, mas uma construção contínua que envolve diferentes áreas e equipes trabalhando de forma integrada.

“O que a gente quer agora é se consolidar como o maior parque tecnológico da Região Norte.”

Na sequência, ele destaca que esse objetivo não está restrito a uma direção ou setor específico, mas é fruto de um esforço coletivo que envolve toda a estrutura da instituição.

“A gente trabalha muito pra isso. A Fundação inteira trabalha pra isso.”

E, ao sintetizar o sentido mais amplo desse projeto, ele conecta a tecnologia ao impacto humano e social que ela busca gerar, reforçando a dimensão formativa da iniciativa.

“Desenvolver muitas pessoas e dar muitas oportunidades.”


Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus