Um ex-agente da Gendarmerie Nacional Francesa foi preso em Portugal após matar a ex-esposa e a atual namorada. O caso envolve sequestro, deslocamento internacional e ocultação de cadáver. O suspeito, identificado como Cédric Prizzon, de 42 anos, foi detido no distrito da Guarda.
Segundo a investigação, ele perseguiu a ex-companheira, Audrey Cavalié, de 40 anos, por discordar da guarda do filho mais velho, de 13 anos. Na sexta-feira, ele sequestrou a mulher e o adolescente na região de Aveyron, na França, com a ajuda da atual namorada, Angela Legobien-Cadillac, de 26 anos, com quem tinha um filho de um ano e meio.
Após o sequestro, o grupo percorreu cerca de 1.100 quilômetros em mais de 12 horas até o norte de Portugal. A família das vítimas registrou o desaparecimento, mas só recebeu informações dias depois.
De acordo com as autoridades, Audrey foi morta na frente do filho. Em seguida, Angela também foi assassinada.
A prisão ocorreu durante uma abordagem na Estrada Nacional 102, na localidade de Longroiva, em Mêda. Policiais encontraram no veículo duas crianças, 17 mil euros em dinheiro, documentos falsos, placas adulteradas e uma arma ilegal.
Ao consultar os antecedentes, os agentes confirmaram que o suspeito era procurado na França por crimes como sequestro e homicídio. A Polícia Judiciária de Portugal foi acionada para assumir o caso.
O filho de 13 anos indicou à polícia o local onde os corpos foram enterrados, na Serra da Nogueira, nos arredores de Bragança. A polícia confirmou a localização dos cadáveres nesta quarta-feira.
Histórico de conflitos
O suspeito já tinha registros de conflitos com a ex-esposa. Em 2020, ambos trocaram acusações de agressão. Ele afirmou ter sido esfaqueado, enquanto ela declarou ter sido estrangulada. Na ocasião, ele foi condenado a seis meses de prisão com pena suspensa, e ela a oito meses, também com suspensão.
Segundo a investigação, Audrey recebia acompanhamento de serviços sociais e mantinha um telefone de emergência após ameaças do ex-companheiro.
Repercussão
O caso gerou reação na cidade de origem das vítimas. O prefeito de Vailhourles, Hervé Davy, comentou o crime em entrevista.
Antes de relatar o impacto do caso na comunidade, o prefeito descreveu a relação da família com a cidade:
“É horrível, não tenho palavras, estou de coração partido e furioso.”
Na sequência, ele mencionou a convivência com as vítimas: “A família Cavalié é muito estimada na comunidade. Sempre com um sorriso, uma palavra gentil. Esse drama poderia ter sido evitado.”
Investigação e cooperação internacional
O caso está sob responsabilidade do Ministério Público de Mêda. O suspeito será submetido ao primeiro interrogatório judicial em Portugal.
Autoridades francesas devem participar da investigação nos próximos dias, em cooperação com as autoridades portuguesas.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






