Presidente dos EUA volta a pressionar Cuba e levanta possibilidade de novas ações

País enfrenta apagões e embargo que agrava crise econômica

Cuba enfrenta uma crise energética severa, agravada pelo embargo imposto pelos Estados Unidos, que tem impactado diretamente o fornecimento de petróleo à ilha. Nos últimos meses, apagões têm sido frequentes, afetando milhões de pessoas e atingindo serviços essenciais como hospitais e escolas.

Nesse contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer declarações sobre o país caribenho. Durante um fórum de investimentos realizado em Miami, na sexta-feira (28), ele afirmou que “Cuba é a próxima”, ao comentar ações recentes do governo norte-americano em outros países.

“Eu construí esse grande exército. Eu disse ‘Você nunca terá que usá-lo.’ Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”, disse Trump na conferência.

Apesar da fala, o presidente não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas em relação à ilha. Ainda assim, ele tem reforçado nos últimos dias a avaliação de que o governo cubano enfrenta um cenário de fragilidade diante da crise econômica.

Paralelamente, há indicação de que negociações vêm sendo conduzidas entre representantes dos dois países. O próprio Trump já sinalizou, em outras ocasiões, que diferentes caminhos podem ser considerados, inclusive a possibilidade de ações mais diretas.

A situação interna de Cuba tem sido pressionada pela interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, medida que intensificou as dificuldades econômicas e energéticas no país. Com isso, o sistema elétrico tem sofrido colapsos frequentes, ampliando o impacto sobre a população.

Historicamente, o embargo dos Estados Unidos à ilha já limita o acesso a recursos e mercados, cenário que, somado às restrições recentes, contribui para o agravamento da crise atual.

 

Com informações da Reuters*

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: AFP