Hub une moda e bioeconomia e abre espaço para novos negócios com identidade amazônica

Estrutura instalada no CBA conecta estilistas, artesãos e investidores e aposta no uso de insumos da floresta

Um novo espaço voltado à moda sustentável e à bioeconomia passa a funcionar em Manaus com a proposta de transformar criatividade em negócio. O Hub Amazon Poranga Fashion, instalado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), surge como ambiente de pesquisa, desenvolvimento e incubação de projetos que utilizam matérias-primas da região, como fibras naturais, sementes e couro de pirarucu.

A iniciativa busca aproximar estilistas, artesãos e empreendedores de investidores, ampliando a escala de produção e fortalecendo uma cadeia que envolve desde a coleta dos insumos até o produto final. De acordo com o gestor cultural Turenko Beça, o espaço nasce como estratégia para expandir a economia criativa no estado.

“O hub é o primeiro passo dessa relação com o centro de bionegócios, conectando oportunidades e fortalecendo novos negócios”, afirmou.

Além da estrutura física, o projeto aposta na integração com pesquisas desenvolvidas no CBA, ampliando as possibilidades de inovação no setor. Para a diretora cultural Jessilda Furtado, a proposta também ajuda a dar visibilidade a profissionais da região.

“Temos estilistas com grande potencial, e o hub fortalece esse mercado, gerando renda e valorizando a identidade amazônica”, destacou.

A gestora de inovação do CBA, Fabiana Rocha, ressaltou que o espaço marca uma mudança na aplicação da bioeconomia.

“A ideia é transformar conhecimento em negócios reais, conectando ciência, cultura e empreendedorismo”, explicou.

Para quem atua na área, o impacto já começa a aparecer. A estilista Thaís Arévola destacou que o acesso à estrutura e às pesquisas facilita o desenvolvimento de produtos sustentáveis.

“Isso amplia as possibilidades e beneficia desde estilistas até comunidades tradicionais”, afirmou.

Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar o alcance da moda amazônica, integrando inovação, sustentabilidade e geração de renda, em um movimento que conecta tradição e mercado.

Com Informações da Secretaria de Cultura do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus