A Correios terá que lançar um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) e acelerar o processo de reestruturação. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo o secretário, o resultado abaixo do esperado do primeiro PDV não encerra a estratégia. A estatal também deverá avançar em outras medidas previstas no plano de recuperação.
Os Correios são apontados como principais responsáveis pelo déficit das estatais federais. No primeiro trimestre, a empresa acumulou prejuízo de R$ 4,16 bilhões, valor próximo ao registrado em todo o ano anterior, quando o rombo foi de R$ 5,1 bilhões.
O plano de reestruturação foi viabilizado após a estatal obter empréstimo com aval do Tesouro Nacional. A partir disso, o Ministério da Fazenda passou a exigir a implementação das medidas previstas.
Durigan afirmou que o ritmo de execução das ações precisa ser ampliado.
“Se o PDV não deu certo, tem que ser renovado. A venda de imóveis está funcionando em ritmo devagar? Porque o PDV não deu certo, ela tem que ser acelerada. A coligação com outras empresas privadas, inclusive para ter ganho de produtividade, também tem que ser antecipada”, disse.
Entre as ações previstas estão a venda de ativos, parcerias com empresas privadas e mudanças operacionais para aumento de produtividade.
Parcerias e mudanças operacionais
O governo não considera a privatização da estatal neste momento, mas prevê a ampliação de parcerias com o setor privado, incluindo joint ventures e reorganização das cadeias logísticas.
A estratégia também inclui entrada em novos mercados e revisão de processos internos.
Mudança de modelo e digitalização
O Ministério da Fazenda defende mudanças estruturais na operação da empresa, com foco em eficiência e redução de custos.
“Os Correios têm que ser uma empresa em uma nova realidade do mundo”, afirmou Durigan.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






