Correios devem lançar novo PDV e ampliar reestruturação

Governo cobra medidas após estatal acumular R$ 4,16 bilhões de prejuízo no trimestre
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Correios terá que lançar um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) e acelerar o processo de reestruturação. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o secretário, o resultado abaixo do esperado do primeiro PDV não encerra a estratégia. A estatal também deverá avançar em outras medidas previstas no plano de recuperação.

Os Correios são apontados como principais responsáveis pelo déficit das estatais federais. No primeiro trimestre, a empresa acumulou prejuízo de R$ 4,16 bilhões, valor próximo ao registrado em todo o ano anterior, quando o rombo foi de R$ 5,1 bilhões.

O plano de reestruturação foi viabilizado após a estatal obter empréstimo com aval do Tesouro Nacional. A partir disso, o Ministério da Fazenda passou a exigir a implementação das medidas previstas.

Durigan afirmou que o ritmo de execução das ações precisa ser ampliado.

“Se o PDV não deu certo, tem que ser renovado. A venda de imóveis está funcionando em ritmo devagar? Porque o PDV não deu certo, ela tem que ser acelerada. A coligação com outras empresas privadas, inclusive para ter ganho de produtividade, também tem que ser antecipada”, disse.

Entre as ações previstas estão a venda de ativos, parcerias com empresas privadas e mudanças operacionais para aumento de produtividade.

Parcerias e mudanças operacionais

O governo não considera a privatização da estatal neste momento, mas prevê a ampliação de parcerias com o setor privado, incluindo joint ventures e reorganização das cadeias logísticas.

A estratégia também inclui entrada em novos mercados e revisão de processos internos.

Mudança de modelo e digitalização

O Ministério da Fazenda defende mudanças estruturais na operação da empresa, com foco em eficiência e redução de custos.

“Os Correios têm que ser uma empresa em uma nova realidade do mundo”, afirmou Durigan.

Secretário-executivo da Fazenda defende mudanças para aumentar eficiência nos Correios.

“Nós estamos exigindo eficiência e mudança de paradigma. Acho que é preciso ter ganho de eficiência, ter enxugamento da máquina, digitalização dos processos, não pode ter mais um empregado separando cartas. A gente sabe que, por exemplo, em outros países, nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia, você tem hoje máquinas que fazem essa separação, dando ganhos de escala; o trabalho das pessoas acaba sendo melhor aproveitado. O Correio precisa mudar de paradigma também”.

Com informações do O Globo*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus