UFC promove cortes e quatro lutadores brasileiros deixam a organização

Decisões envolvem desempenho, derrotas recentes e problemas na balança

O UFC promoveu mudanças recentes em seu elenco e quatro atletas brasileiros tiveram seus contratos encerrados. Antônio Trócoli, Luana Carolina, Bruna Brasil e Luan Lacerda não fazem mais parte da organização após uma combinação de resultados negativos e outros fatores.

Entre os casos, o de Luana Carolina chama atenção por questões fora do octógono. Apesar de possuir um cartel relativamente equilibrado, com seis vitórias e quatro derrotas, a atleta enfrentou dificuldades recorrentes no corte de peso. Em sua última tentativa, ficou 3,8 kg acima do limite da categoria, o que levou ao cancelamento da luta.

Esse não foi um episódio isolado. Em março de 2025, a brasileira já havia tido um combate retirado do card do UFC Vegas 103 por não conseguir atingir o peso exigido. Na ocasião, a Comissão Atlética de Nevada interrompeu o processo de perda de peso por questões de segurança.

Dentro do octógono, o desempenho também pesou para outros atletas. Antônio Trócoli, que compete no peso-médio, não conseguiu se firmar na organização. Após uma trajetória marcada por polêmica envolvendo antidoping ainda no período pré-UFC, o lutador teve quatro derrotas em quatro lutas, o que inviabilizou sua permanência.

Bruna Brasil também não conseguiu manter regularidade suficiente para seguir na organização. Desde sua estreia em 2023, acumulou três vitórias e cinco derrotas. O revés mais recente aconteceu no fim de março, quando foi superada por decisão unânime.

Luan Lacerda, por sua vez, encerra sua passagem com apenas uma vitória em quatro apresentações. O triunfo veio diante de Saimon Oliveira, no UFC Rio, mas o lutador voltou a ser derrotado em sua luta mais recente, desta vez contra o espanhol Hecher Sosa.

As dispensas refletem um momento de ajustes no plantel do UFC, que frequentemente reavalia contratos com base em desempenho, regularidade e cumprimento das exigências da organização.

Sequências de derrotas

A chegada de Antônio Trócoli ao UFC ficou marcada por uma polêmica e tanto: após garantir o contrato por sua vitória no Dana White’s Contender Series, o baiano foi pego no teste de antidoping. Mesmo assim, após novo triunfo fora da organização, a oportunidade enfim surgiu para o brasileiro. Já contratado, quatro derrotas em quatro lutas disputadas impossibilitaram que o lutador de 35 anos avançasse na categoria.

Alguns vitórias foram registradas no cartel de Bruna Brasil desde a estreia no UFC em 2023. Ainda assim, sua campanha negativa – três vitórias e cinco derrotas – fez com que a organização escolhesse encerrar a parceria. O último revés aconteceu no dia 28 de março, quando foi superada pela compatriota Alexia Burguesinha em decisão unânime dos juízes.

Luan Lacerda também estava em negativo com o Ultimate. Em quatro combates disputados, o lutador de 33 anos teve seu braço levantado em apenas uma oportunidade. A vitória aconteceu contra o também brasileiro Saimon Oliveira no UFC Rio por finalização. Apesar disso, voltou a ser derrotado no último mês para o espanhol Hecher Sosa.

Problemas na balança cobram seu preço
Luana Dread, por sua vez, não conta com um cartel “tão ruim” dentro do UFC. A brasileira registrava seis vitórias e quatro derrotas até ter seu contrato encerrado pela empresa de Dana White. O problema, no entanto, foi a dificuldade de chegar no peso exigido na balança – no último mês, a lutadora ficou a 3,8 Kg do limite permitido, resultando no cancelamento de sua luta.

Essa foi a segunda vez que Dread teve um duelo cancelado por causa de problemas com corte de peso. Em março de 2025, a luta contra a norte-americana Montana De La Rosa foi retirada do card do UFC Vegas 103 às vésperas. A Comissão Atlética de Nevada, na época, impediu que Luana seguisse com o processo de perda de peso.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Reprodução