O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, na quinta-feira (2), segundo três autoridades de defesa ouvidas pela Reuters. A decisão ocorre durante a ampliação das operações militares americanas no Oriente Médio.
O Pentágono confirmou que George deixará o cargo com efeito imediato, classificando a medida como aposentadoria. O general ainda tinha mais de um ano de mandato à frente do principal posto do Exército.
A substituição de um comandante de ramo militar em meio a operações em curso é incomum dentro da estrutura das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Mudanças atingem outros cargos de comando
Além de George, outras duas mudanças foram realizadas na estrutura do Exército. O general David Hodne, responsável pelo Comando de Transformação e Treinamento, e o major-general William Green também foram dispensados, segundo autoridades que falaram sob condição de anonimato.
As decisões ampliam um movimento recente de alterações na cúpula militar dos Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo promoveu substituições em cargos estratégicos, incluindo o então presidente do Estado-Maior Conjunto, CQ Brown, além de mudanças em posições da Marinha e da Força Aérea.
Conflito no Oriente Médio
A demissão ocorre no momento em que os Estados Unidos intensificam sua presença militar no Oriente Médio, em meio ao conflito envolvendo o Irã. O Departamento de Defesa não apresentou justificativa oficial para a saída de George.
As operações na região têm sido conduzidas principalmente por forças da Marinha e da Força Aérea. O Exército atua com sistemas de defesa aérea e apoio logístico, além do envio de tropas para reforço da presença militar.
O Exército dos Estados Unidos é o maior ramo das Forças Armadas do país, com cerca de 450 mil militares na ativa.
Envio de tropas e cenário operacional
Milhares de militares da 82ª Divisão Aerotransportada foram deslocados para o Oriente Médio. A unidade é considerada de pronta resposta e pode ser empregada em operações terrestres, dependendo da evolução do cenário.
O reforço ocorre em paralelo às ações militares americanas contra alvos ligados ao Irã, ampliando a presença dos Estados Unidos na região.
Sucessão interina e reação interna
Segundo fontes, o general Christopher LaNeve deve assumir o comando do Exército de forma interina. A alta cúpula da força foi informada da decisão ao mesmo tempo em que a mudança se tornou pública.
Em comunicado, o Estado-Maior Conjunto agradeceu a atuação de George ao longo da carreira.
“Desde 1988, o general George e sua família atenderam ao chamado da nação com dedicação”, informou o órgão.
Trajetória e atuação no comando
Randy George é oficial de infantaria e participou de operações no Iraque e no Afeganistão. Ele assumiu o comando do Exército em 2023, após confirmação para um mandato de quatro anos.
Antes de chegar ao cargo, foi vice-chefe do Exército e atuou como conselheiro militar do então secretário de Defesa, Lloyd Austin.
Durante sua passagem pela liderança da força, George trabalhou em iniciativas voltadas à reorganização interna, revisão de contratos e aceleração de programas de armamentos, em articulação com o secretário do Exército, Dan Driscoll.
Sequência de decisões no Pentágono
A saída do general ocorre em meio a outras decisões recentes adotadas por Pete Hegseth no comando do Departamento de Defesa. Entre as medidas estão mudanças em áreas jurídicas do Exército e revisão de processos internos.
Também nesta semana, Hegseth reverteu uma decisão que previa investigação sobre pilotos do Exército envolvidos em voos de helicópteros próximos à residência do cantor Kid Rock. Segundo a imprensa americana, a demissão de George não está relacionada a esse episódio.
Até o momento, o Departamento de Defesa não detalhou os motivos das mudanças na liderança militar.
Com informações da Reuters*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus





