Guerra no Oriente Médio pode frear economia global e pressionar inflação, diz Banco Mundial

Impacto depende da duração do conflito e pode reduzir crescimento e elevar preços de energia e alimentos

A escalada da guerra no Oriente Médio deve provocar desaceleração no crescimento econômico global e aumento da inflação, segundo avaliação do presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. A análise considera os efeitos diretos do conflito sobre mercados de energia e cadeias de suprimentos. De acordo com Banga, mesmo em cenários de curto prazo, a instabilidade tende a afetar indicadores econômicos.

“De qualquer forma, se considerarmos que o mundo tinha um crescimento provável do PIB de 2,83% antes desse conflito recente, o impacto provavelmente ficará entre 0,3% e 0,4% no cenário básico”, afirmou. Ele acrescenta que, em um cenário mais prolongado, esse impacto pode ultrapassar 1%.

A inflação também deve sofrer pressão adicional. Segundo o presidente do Banco Mundial, o aumento pode chegar a até 0,9 ponto percentual, dependendo da intensidade das interrupções nos mercados globais, especialmente no setor energético.

Banga destacou que a duração do conflito será determinante para o cenário econômico. Um encerramento mais rápido poderia permitir uma normalização gradual nos próximos meses, enquanto uma guerra prolongada tende a estender os impactos por até oito meses. O Banco Mundial avalia ainda mecanismos de apoio a países mais afetados.

“Nós, como instituição, podemos ajudar porque temos certos tipos de janelas de resposta a crises”, disse. Segundo ele, essas ferramentas permitem acesso rápido a recursos já aprovados, podendo liberar cerca de US$ 30 bilhões no curto prazo e até US$ 70 bilhões em até seis meses.

O dirigente também alertou para riscos fiscais, recomendando cautela na adoção de subsídios que possam comprometer as contas públicas no longo prazo.

Com Informações de Agências Internacionais

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus