Após novo ECA Digital, Amazonas amplia combate a crimes online contra crianças e adolescentes

Estado intensifica capacitações e reforça atendimento no Ciaca diante do avanço de casos no ambiente virtual

Com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em março, o Amazonas passou a reforçar a atuação da rede de proteção diante do aumento de casos envolvendo crimes no ambiente virtual.

A nova legislação atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para a realidade das redes sociais e plataformas digitais, estabelecendo regras como verificação de idade, restrição de conteúdos e maior responsabilidade das empresas na proteção de menores.

No estado, a resposta tem sido a qualificação de profissionais que atuam diretamente no atendimento a vítimas. Desde o ano passado, equipes da rede de proteção vêm passando por treinamentos voltados ao enfrentamento de situações como cyberbullying, exposição indevida e aliciamento online.

“O Centro Integrado é um ambiente de resposta à violência contra crianças e adolescentes. Esse trabalho ajuda a tirar esses casos do silêncio e traz mais confiança para quem precisa denunciar”, afirmou a secretária executiva de Direitos da Criança e do Adolescente, Rosalina Lôbo.

Segundo ela, o cenário mudou nos últimos anos com o avanço das redes sociais, ampliando os riscos para o público infantojuvenil.

“Hoje, temos situações onde crianças são vítimas não só de cyberbullying, mas também de cooptação e de predadores sexuais no ambiente digital”, disse.

As denúncias podem ser feitas no Centro Integrado de Atenção à Criança e ao Adolescente (Ciaca), em Manaus. O espaço reúne serviços especializados e atua de forma integrada com áreas como segurança pública, saúde e assistência social. Desde outubro, o centro já realizou mais de 7 mil atendimentos, número que acompanha o aumento da procura por apoio em casos de violência.

“Esse volume mostra que o serviço tem sido cada vez mais procurado e necessário”, acrescentou Rosalina.

Mesmo localizado na capital, o atendimento também alcança municípios do interior, por meio de articulação com delegacias e outros órgãos, com foco em garantir acolhimento e evitar que vítimas tenham que repetir relatos em diferentes etapas.

Com Informações da Sejusc

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus