Tensão no Oriente Médio aumenta e Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel

Possível reação inclui restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo

A trégua firmada recentemente no Oriente Médio voltou a ficar sob pressão após novos bombardeios de Israel no Líbano. O governo do Irã indicou que pode romper o cessar-fogo e retomar ações militares, alegando descumprimento do acordo. A possibilidade de uma nova escalada reacende o alerta internacional diante do risco de ampliação do conflito na região.

Autoridades iranianas também sinalizaram medidas que podem impactar diretamente o comércio global, como o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo.

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento”, afirmou um alto funcionário de segurança do país à imprensa estatal.

O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, foi além e defendeu ações mais duras.

“Agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma”, declarou.

Enquanto isso, Israel confirmou ataques aéreos no Líbano, incluindo a capital Beirute. De acordo com autoridades locais, as ofensivas deixaram mortos e centenas de feridos, além de provocar destruição em áreas residenciais. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo de cessar-fogo não inclui o território libanês. A escalada preocupa mediadores internacionais, que pedem manutenção da trégua para evitar o agravamento da crise.

“Apelo a todas as partes para que respeitem o cessar-fogo para que a diplomacia avance”, afirmou o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que participa das negociações.

O conflito já provocou milhares de vítimas e deslocamentos em massa na região. A continuidade das tensões coloca em risco não apenas a estabilidade local, mas também o abastecimento energético global.

 

Com Informações da Agência Brasil

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus