Ataque de Israel no Líbano deixa mais de 250 mortos após disparo de 160 mísseis

Bombardeios atingem cerca de 100 alvos em várias regiões e ampliam tensão no Oriente Médio
Foto: REUTERS/Adnan Abidi

Um ataque aéreo realizado por Israel deixou mais de 250 mortos no Líbano nesta quarta-feira (8), segundo autoridades locais. Foram disparados 160 mísseis em um intervalo de 10 minutos, atingindo diferentes regiões do país.

De acordo com o governo libanês, ao menos 254 pessoas morreram e 890 ficaram feridas. Só na capital, Beirute, foram registradas 182 mortes. Os bombardeios ocorreram durante o dia, com registros de pessoas nas ruas no momento dos ataques.

O Exército israelense informou que cerca de 100 alvos ligados ao Hezbollah foram atingidos. As ofensivas ocorreram em Beirute, no sul do país, incluindo áreas próximas ao rio Litani, além de regiões no leste e no norte libanês.

Imagens registradas após o ataque mostram edifícios destruídos e áreas urbanas atingidas. Equipes de resgate foram mobilizadas para retirar vítimas dos escombros.

Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram que áreas densamente povoadas foram atingidas porque integrantes do Hezbollah estariam nessas regiões. O governo israelense declarou ainda que emitiu ordens de evacuação antes dos bombardeios.

O ataque ocorreu horas após o início de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a frente no Líbano não estaria incluída no acordo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à posição israelense.

O Paquistão, que atua como mediador, declarou que o Líbano faz parte da trégua. Já o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, além de afirmar que responderá caso os ataques continuem.

O conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após ataques do grupo contra território israelense, em resposta a bombardeios de Israel contra alvos iranianos. Desde então, a escalada militar tem ampliado os impactos sobre a população civil no Líbano.


Com informações do G1*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus