As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã mobilizaram autoridades e provocaram mudanças logísticas na capital do Paquistão. Hóspedes de um hotel de luxo em Islamabad foram orientados a deixar os quartos para dar lugar às delegações internacionais que participarão das tratativas.
O Serena Hotel Islamabad, local escolhido para sediar as reuniões, informou aos clientes que o espaço foi requisitado pelo governo paquistanês.
“Gostaríamos de informar que o governo requisitou o uso do hotel para um importante evento. Por isso, os hóspedes devem realizar o check-out”, diz o comunicado divulgado pela imprensa local.
As negociações estão previstas para começar neste sábado, 11, em um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Representantes dos dois países devem discutir um possível acordo para encerrar o conflito em andamento. Às vésperas do encontro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao comentar a possibilidade de fracasso nas negociações.
“Vamos descobrir em cerca de 24 horas. Saberemos em breve”, afirmou em entrevista ao jornal norte-americano The New York Post.
O governo iraniano também estabeleceu condições para avançar no diálogo. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou que os Estados Unidos devem cumprir compromissos prévios e incluir o Líbano nas discussões de cessar-fogo, além de interromper ataques israelenses na região. Pelo lado norte-americano, o vice-presidente JD Vance demonstrou expectativa moderada em relação às negociações.
“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Se houver disposição de boa-fé, estaremos dispostos a estender a mão”, afirmou antes de embarcar para Islamabad.
As conversas reúnem integrantes do alto escalão dos dois países. Além de Vance, participam representantes como o enviado especial para o Oriente Médio e assessores diretos do governo norte-americano. Pelo Irã, a delegação inclui o chanceler e o presidente do Parlamento.
Mesmo com o início das negociações, o cenário ainda é marcado por incertezas, com relatos de violações no cessar-fogo e impasses diplomáticos que podem influenciar o andamento das tratativas.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






