A China concluiu o primeiro teste de perfuração com água quente no gelo da Antártida e atingiu a profundidade de 3.413 metros, segundo anúncio do Ministério de Recursos Naturais nesta terça-feira (7).
O resultado supera o recorde internacional anterior, de 2.540 metros, e amplia a capacidade técnica de exploração científica em regiões polares.
A operação foi realizada na área do Lago Subglacial Qilin, durante a 42ª expedição antártica chinesa. Com o teste, o país demonstrou capacidade para perfurar mais de 90% da camada de gelo da Antártida e toda a camada de gelo do Ártico.
Técnica e aplicação científica
A perfuração com água quente permite acesso a áreas profundas e isoladas sob o gelo. Esses locais são utilizados em estudos sobre mudanças ambientais, projeções climáticas e condições de vida em ambientes extremos.
O método apresenta diferenças em relação à perfuração mecânica tradicional. Entre os pontos observados estão maior velocidade de penetração, menor impacto na estrutura do gelo e redução do risco de contaminação. A técnica também facilita a abertura de poços com maior diâmetro.
Centros de pesquisa utilizam esse tipo de perfuração para alcançar pontos específicos, como lagos subglaciais, bases de plataformas de gelo e o leito rochoso sob as calotas polares.
Objetivo do teste
O experimento teve como objetivo validar o uso de sistemas de perfuração em camadas profundas. Ao atravessar a cobertura de gelo sobre o lago subglacial, a equipe abriu um acesso sem contaminação, permitindo futuras coletas de água e sedimentos.
A estrutura criada também possibilita observações diretas do ambiente subglacial.
Desafios operacionais
Durante a operação, os pesquisadores utilizaram equipamentos adaptados às condições extremas da região. Entre os desafios enfrentados estão o funcionamento em baixas temperaturas, o controle de contaminantes externos e a operação de mangueiras e guinchos em grandes profundidades.
A execução do teste estabeleceu um padrão operacional para perfurações profundas com água quente em regiões polares.
Impacto da missão
O experimento amplia a capacidade técnica da China em exploração polar e reforça o uso de práticas voltadas à redução de impacto ambiental em operações científicas na Antártida.
Com informações do Exame*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






