Cinco pessoas com pendências na Justiça foram presas ao tentarem entrar em um jogo entre Corinthians e Palmeiras, realizado no último domingo (12), na Neo Química Arena, em São Paulo. A identificação foi possível graças ao uso de tecnologia de reconhecimento facial integrada ao sistema de segurança do estádio.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre os detidos estão um homem de 40 anos, alvo de mandado por associação ao tráfico de drogas, e outro, de 35, procurado no Amazonas por porte ilegal de arma de fogo. Também foram identificados dois indivíduos com débitos de pensão alimentícia e um condenado por constrangimento ilegal.
O sistema funciona por meio da captação de imagens nas catracas, que são automaticamente comparadas com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão. A partir desse cruzamento, pessoas procuradas podem ser identificadas em tempo real, permitindo a atuação imediata das autoridades.
De acordo com especialistas do setor, a tecnologia utiliza inteligência artificial e algoritmos capazes de analisar mais de 100 pontos do rosto humano. Para acessar o estádio, o torcedor precisa realizar um cadastro prévio, incluindo o envio de imagem e documento, que são validados digitalmente.
Além da segurança, a adoção do reconhecimento facial também tem impacto no combate ao cambismo, já que dificulta a transferência irregular de ingressos entre torcedores.
O uso desse tipo de ferramenta nos estádios brasileiros ganhou impulso após a sanção da Lei Geral do Esporte, em junho de 2023. A legislação determinou a implementação gradual do sistema em arenas com capacidade a partir de 20 mil pessoas, estabelecendo um prazo de adaptação para clubes e administradores.
No caso do Corinthians, a tecnologia passou a ser utilizada em julho de 2025, em uma partida pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, o modelo vem sendo integrado à rotina dos jogos, ampliando o controle de acesso e reforçando a segurança em eventos com grande público.
De acordo com a SSP, mais de 2 milhões de torcedores já passaram por esse tipo de verificação desde o início da adoção da tecnologia nos estádios.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Jhony Inacio / Meu Timão






