Impulsionado pela demanda e pela busca por geração de renda, o setor de food service segue em expansão no Amazonas, com 26,3 mil empresas ativas, segundo dados da plataforma Empresas do Brasil. Apesar do crescimento, o segmento ainda enfrenta entraves estruturais que impactam diretamente a sobrevivência dos negócios, conforme análise do consultor Jean Pontara, do Grupo Queiroz.
De acordo com o especialista, o avanço do setor não tem sido acompanhado por uma gestão eficiente.
“Existe crescimento, mas com fragilidade estrutural. Isso indica um ponto crítico: o problema não está na demanda, mas na capacidade de execução e gestão dos operadores”, afirmou.
Entre os principais desafios, Pontara destaca a falta de planejamento e a condução pouco profissional das operações. Segundo ele, muitos empreendedores ainda tratam o food service de forma intuitiva, sem adotar práticas básicas de gestão.
“Na prática, é um setor que exige método, disciplina e controle. Sem isso, mesmo negócios com boa aceitação podem não se sustentar”, explicou.
Para quem pretende investir no segmento, o consultor elenca cinco diretrizes consideradas estratégicas. A primeira é priorizar o modelo de negócio antes do produto, com definição clara de público, posicionamento e estratégia de preço. Em seguida, ele reforça a necessidade de controle rigoroso dos custos, já que o setor opera com margens reduzidas.
Outra recomendação é iniciar com operações mais enxutas, evitando cardápios extensos e estruturas complexas, que tendem a aumentar desperdícios e dificultar o controle. A escolha do canal de venda também é apontada como fator decisivo, considerando o equilíbrio entre atendimento presencial, delivery ou formatos híbridos.
Por fim, o especialista ressalta que o food service deve ser tratado como empresa desde o início, com processos bem definidos e gestão estruturada.
“Não há espaço para improviso. Quem não organiza isso desde o começo, dificilmente consegue sustentar o negócio no longo prazo”, destacou.
No cenário regional, o Grupo Queiroz tem ampliado sua atuação no apoio ao segmento, com foco no fortalecimento de pequenos e médios empreendedores. A estratégia inclui oferta de estrutura, conhecimento técnico e soluções adaptadas à realidade local.
“Nosso objetivo é contribuir para que o abastecimento deixe de ser apenas uma operação básica e passe a ser uma ferramenta de eficiência, estabilidade e crescimento para esses negócios”, concluiu Pontara.
Com Informações da Três Comunicação e Marketing
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






