Um relatório divulgado nesta terça-feira, 21, pela Unesco aponta que os sítios protegidos pela instituição concentram mais de 60% das espécies mapeadas no planeta e apresentam maior estabilidade das populações de animais, mesmo diante da redução global de 73% desde 1970.
No Brasil, fazem parte dessa rede áreas como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, incluído na lista de Patrimônio Mundial em 2024, e o Parque Nacional do Iguaçu, reconhecido desde 1986. Segundo a organização, esses territórios concentram ampla biodiversidade, com milhares de espécies de plantas, aves e mamíferos.
O relatório “People and Nature in Unesco Sites” reúne dados de mais de 2.260 áreas protegidas, que somam mais de 13 milhões de quilômetros quadrados. De acordo com o documento, esses locais armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono.
O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou os impactos positivos dessas áreas.
“Nesses territórios, as comunidades prosperam, o patrimônio da humanidade perdura e a biodiversidade é preservada, enquanto se degrada em outros locais”, afirmou.
Ele também alertou para a necessidade de ampliar as ações de proteção.
“O relatório revela o que podemos perder se esses sítios não forem priorizados e reforça a urgência de investir na proteção de ecossistemas e culturas para as futuras gerações”, declarou.
Apesar da relevância ambiental, o documento aponta que cerca de 90% dos sítios enfrentam níveis elevados de estresse ambiental, com aumento de 40% nos riscos climáticos na última década. A projeção indica que mais de um em cada quatro desses locais pode atingir pontos críticos até 2050.
Segundo a Unesco, medidas adotadas no presente podem reduzir esses impactos. O relatório indica que cada 1°C de aquecimento evitado pode diminuir pela metade o número de áreas expostas a grandes disrupções até o fim do século.
Entre as recomendações estão a restauração de ecossistemas, o fortalecimento de políticas de desenvolvimento sustentável, a integração desses territórios às estratégias climáticas e a ampliação da participação de comunidades locais e povos indígenas na gestão das áreas protegidas.
Com Informações da Agência Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






