Cheia atinge 16 municípios em emergência no Amazonas e afeta 133 mil pessoas

Defesa Civil atualiza situação dos rios e amplia número de áreas sob impacto das inundações

O número de municípios em situação de emergência por causa da cheia dos rios no Amazonas chegou a 16. O balanço foi divulgado pela Defesa Civil do Estado em 28 de abril de 2026. O total de pessoas afetadas passa de 133 mil em diferentes regiões.

Jutaí passou a integrar a lista mais recente de cidades em emergência. O nível atualizado do rio que corta o município não foi informado no levantamento mais recente.

Distribuição dos municípios afetados

Além das cidades em emergência, o estado registra quatro municípios em alerta e outros 31 em nível de atenção. Manaus e mais dez municípios permanecem em condição de normalidade.

Entre os municípios em emergência estão Atalaia do Norte, Tabatinga, Lábrea, Carauari, Eirunepé, Benjamin Constant, Boca do Acre e outros do interior amazonense.

Em alerta aparecem Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença. Já na faixa de atenção estão municípios como Manacapuru, Parintins, Coari, Humaitá, Tefé e áreas do entorno de grandes rios.

Monitoramento dos rios e resposta

O acompanhamento dos níveis dos rios é realizado de forma contínua pelo sistema estadual de monitoramento hidrológico. O trabalho é integrado ao comitê responsável por eventos climáticos e ambientais no estado.

Entre as medidas adotadas estão ações de distribuição de água potável por meio de sistemas de purificação destinados a municípios do interior. Comunidades ribeirinhas estão entre as principais atendidas.

Também foram anunciadas medidas no setor financeiro estadual, com ampliação de crédito emergencial e renegociação de dívidas para atividades econômicas afetadas.

Medidas na área da saúde

O setor de saúde estadual emitiu orientações técnicas para o período de cheia. As recomendações incluem reforço da imunização contra doenças como hepatite, tétano e raiva.

Também está prevista a distribuição de solução para tratamento de água em regiões com abastecimento comprometido. O objetivo é reduzir riscos de contaminação durante o período de inundação.

O monitoramento da qualidade da água e a identificação de falhas nos sistemas de abastecimento seguem como parte das ações preventivas. Novas atualizações devem ser divulgadas conforme a evolução dos níveis dos rios no estado.