Amazonas cria mais de 2 mil empregos formais em março, impulsionado pelos setores de Serviços e Indústria

O Amazonas registrou saldo positivo de 2.076 empregos com carteira assinada em março de 2026, segundo o Novo Caged. Serviços, Indústria e Construção concentraram a maior parte das novas vagas no estado.

O mercado de trabalho formal no Amazonas encerrou março de 2026 com a criação de 2.076 empregos com carteira assinada, de acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No recorte setorial, três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo no estado. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com abertura de 1.172 vagas formais. Em seguida aparecem a Indústria, com 565 novos postos, e a Construção, que registrou saldo de 420 empregos. Os resultados negativos foram observados na Agropecuária (-24) e no Comércio (-57).

Entre os municípios, Manaus concentrou o maior saldo de empregos formais em março, com 1.781 novas vagas. Na sequência estão Iranduba (182), Parintins (43) e Tabatinga (22).

Perfil dos trabalhadores no Amazonas

No recorte por gênero, os homens ocuparam 1.146 dos novos postos formais gerados no estado, enquanto as mulheres responderam por 930 vagas.
Quanto à faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos concentraram a maior parte das admissões, com 1.942 empregos. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo preencheram 1.955 vagas formais no período.

Cenário nacional

Em todo o país, foram criados 228.208 empregos com carteira assinada em março de 2026, resultado de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. No acumulado do primeiro trimestre, o saldo nacional é de 613.373 vagas formais. Já nos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, o país registrou a criação de 1,21 milhão de empregos.

O total de vínculos formais ativos no Brasil chegou a 49,08 milhões, crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho por estados e setores

No mês, 24 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, seguido por Roraima e Piauí.

Entre os grandes grupos econômicos, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas no país, seguido pela Construção, Indústria e Comércio. A Agropecuária apresentou saldo negativo no período.

Salários

O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83, representando queda de 0,7% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2025, houve aumento real de 1,8%.

 

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego – Novo Caged (março de 2026).

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.