Nesta sexta-feira (1), completam-se 32 anos da morte de Ayrton Senna, um dos momentos mais impactantes da história do esporte nacional. O piloto brasileiro faleceu após um grave acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, realizado em Ímola, na Itália, na manhã de 1º de maio de 1994. A confirmação oficial da morte foi divulgada apenas horas depois, às 13h05 (horário de Brasília), pelos principais veículos de comunicação.
A tragédia gerou uma onda de comoção global. Na época, o então presidente Itamar Franco decretou luto oficial de três dias no Brasil. Diversos líderes internacionais, de países como Itália, Argentina, Portugal, França, Japão e Estados Unidos, manifestaram solidariedade à perda do tricampeão mundial.
O impacto também se refletiu na despedida ao piloto. O corpo chegou ao Brasil no dia 4 de maio, em um avião da Varig, e foi recebido com honras dignas de um chefe de Estado. O velório ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e reuniu cerca de dois mil jornalistas credenciados.
Milhões de pessoas participaram das homenagens. Aproximadamente dois milhões acompanharam o trajeto entre o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, o local do velório e o cortejo final até o Cemitério do Morumbi. Durante o velório, cerca de 200 mil fãs passaram pelo local ao longo de quase 20 horas.
As imagens daquele período registram multidões enfrentando longas filas para prestar suas últimas homenagens, muitas sem conseguir chegar até o caixão. Um dos momentos mais emblemáticos foi o cortejo final, quando nomes importantes do automobilismo ajudaram a carregar o caixão, como Gerhard Berger, Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Alain Prost e Rubens Barrichello.
O sepultamento ocorreu no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde o túmulo permanece como local de visitação frequente, recebendo homenagens constantes de admiradores.
Trajetória de um campeão
Nascido em São Paulo, em 21 de março de 1960, Ayrton Senna iniciou sua carreira no kart em 1973. Com o passar dos anos, avançou para competições europeias, incluindo a Fórmula Ford e o Campeonato Britânico de Fórmula 3.
Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1984. Ao longo da carreira, passou por equipes como Toleman, Lotus, McLaren e Williams. Em números, acumulou 162 Grandes Prêmios disputados, três títulos mundiais, 41 vitórias, 80 pódios e 65 pole positions.
A primeira vitória veio no Grande Prêmio de Portugal, em 1985, pela Lotus. Já o último triunfo ocorreu no Grande Prêmio da Austrália, em 1993, defendendo a McLaren — equipe pela qual viveu o auge da carreira e conquistou seus três campeonatos mundiais.
Mais de três décadas após sua morte, Ayrton Senna segue como um dos maiores ídolos do esporte brasileiro e uma referência mundial no automobilismo.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Reprodução






