O Dia Mundial da Asma é celebrado nesta terça-feira (5), com alertas de entidades de saúde sobre o impacto da doença no mundo. Estimativas indicam que cerca de 300 milhões de pessoas convivem com a asma globalmente.
Dados de 2023 da Global Initiative for Asthma (GINA), iniciativa em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que a doença está associada a mais de 400 mil mortes por ano, o equivalente a cerca de mil mortes por dia.
A OMS inclui a asma em estratégias globais de enfrentamento às doenças não transmissíveis e na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Entre as medidas apontadas estão ampliação do diagnóstico precoce e acesso ao tratamento contínuo para reduzir complicações.
Sintomas e características
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode se manifestar em qualquer idade. Os sintomas mais comuns incluem falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no tórax e tosse, especialmente no período noturno.
Apesar de não ter cura, o tratamento permite controle dos sintomas e redução das crises quando realizado de forma adequada.
Uso incorreto de medicamentos
Estudos indicam que parte dos pacientes não utiliza corretamente os dispositivos inalatórios. Revisão publicada no Journal of the COPD Foundation aponta que 87% das pessoas com asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) usam os inaladores de forma inadequada, e 77% cometem falhas em etapas essenciais do uso.
Entre os erros mais frequentes estão não expirar antes da inalação, inspirar de forma inadequada, não agitar o dispositivo e não prender a respiração após o uso. Essas falhas reduzem a eficácia do tratamento.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) orienta que o inalador deve ser agitado antes da aplicação, seguido de expiração completa do ar, posicionamento correto do bocal, inalação lenta e profunda e retenção da respiração por cerca de dez segundos. Após o uso, é indicada higiene bucal.
Situação no Brasil
No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas vivem com a doença. Segundo dados citados pelo CFF, são registradas aproximadamente 350 mil internações e 2,5 mil mortes por ano.
Para ampliar o diagnóstico e melhorar a adesão ao tratamento, o conselho lançou a campanha “Respira + Brasil”, com ações como avaliação da função respiratória, vacinação e orientação sobre o uso correto de medicamentos.
Acompanhamento contínuo
Especialistas da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) destacam que o controle da asma depende de acompanhamento regular e uso contínuo de medicação controladora, geralmente à base de corticoides inalatórios. Medicamentos broncodilatadores são indicados para alívio em crises.
A orientação das entidades de saúde é que o tratamento adequado e o acesso à informação são determinantes para reduzir complicações e mortes associadas à doença.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






