Lula defende expansão da indústria automotiva brasileira na América Latina e África

Presidente afirma que setor deve disputar novos mercados e destaca produção, empregos e uso de biocombustíveis
Foto: Arquivo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (5), que a indústria automobilística brasileira deve ampliar sua presença na América Latina e na África. A declaração foi feita durante evento em comemoração aos 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, realizado no Teatro Nacional Claudio Santoro.

Segundo Lula, o setor precisa disputar mercados fora do país e reduzir a dependência das matrizes estrangeiras. “Nós não temos que deixar [o mercado] para as matrizes. Nós temos que ir atrás e competir porque nós estamos mais perto”, afirmou.

A Anfavea representa 26 empresas responsáveis pela produção de autoveículos e máquinas autopropulsadas no Brasil. Durante o evento, o presidente também afirmou que cabe ao governo estimular o consumo interno como forma de fortalecer a indústria.

Produção e desempenho do setor

Dados divulgados pela entidade indicam crescimento na produção. Em março, foram fabricadas 264,1 mil unidades entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. O volume representa aumento de 35,6% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 27,6% na comparação com fevereiro.

No acumulado do ano, a produção chegou a 634,7 mil unidades, alta de 6% frente ao mesmo período do ano anterior.

O setor automotivo está presente em nove estados e 38 municípios, com 53 fábricas em operação. A atividade reúne cerca de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e responde por aproximadamente 20% da produção industrial brasileira.

Biocombustíveis e estratégia energética

Durante o discurso, Lula citou a participação do Brasil na feira industrial de Hannover, na Alemanha, realizada em abril, e destacou o uso de biocombustíveis. Segundo ele, o modelo brasileiro apresenta redução de até 67% na emissão de gases de efeito estufa.

O presidente afirmou que o país pode ampliar a exportação de tecnologias ligadas ao uso de biodiesel e etanol como alternativa à matriz energética de outros países.

“A gente não precisa importar o mix tecnológico dos motores europeus para despoluir o planeta. Eles é que têm que comprar o nosso biodiesel”, disse.


Com informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus