O Amazonas registrou seis vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No mesmo período, o Brasil contabilizou 399 mulheres mortas por violência de gênero, o maior número para o trimestre desde o início da série histórica, em 2015.
No estado, os crimes ocorreram em quatro municípios. Manaus concentrou metade dos registros, com três casos. Os outros feminicídios foram registrados em Carauari, Coari e Manaquiri, com uma ocorrência em cada cidade.
De acordo com o levantamento, três crimes aconteceram em janeiro, um em fevereiro e dois em março. Um dos casos foi registrado no dia 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
A vítima foi Roseane Nicolau Canuto, de 39 anos, morta a facadas em Manaus. O marido dela, Hiure Felintro da Silva, de 28 anos, foi preso cerca de uma hora após o crime e confessou o assassinato. Segundo depoimento à polícia, o homicídio teria sido motivado por ciúmes.
Na comparação regional, o Amazonas aparece atrás do Pará, que liderou os registros de feminicídio na Região Norte no primeiro trimestre de 2026, com 17 vítimas. O Amapá ficou em segundo lugar, com sete casos registrados. Acre e Roraima foram os únicos estados brasileiros sem ocorrências de feminicídio no período, segundo o Ministério da Justiça.
O levantamento também aponta crescimento nacional nos casos de assassinatos de mulheres motivados por violência doméstica ou discriminação de gênero. Em relação ao mesmo período de 2025, houve aumento de 7,55% no número de vítimas.
Em dez anos, o total de feminicídios registrados no primeiro trimestre saltou de 125 para 399 casos em todo o país. Em 2025, o Brasil já havia registrado recorde anual, com 1.470 mulheres mortas, média de quatro vítimas por dia.
Desde outubro de 2024, está em vigor uma nova legislação que aumentou a pena para o crime de feminicídio. A punição passou de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de prisão em casos de assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou discriminação de gênero.
A lei também prevê aumento da pena em situações específicas, como crimes cometidos contra gestantes, mulheres com menos de 14 anos ou mais de 60 anos, além de casos ocorridos na presença de familiares.
Com Informações do G1 Amazonas e do Ministério da Justiça e Segurança Pública
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






