Cheia no Amazonas leva quase 600 toneladas de alimentos para cidades isoladas pelos rios

Operação Cheia 2026 vai atender 26 mil famílias afetadas pelas enchentes nas calhas dos rios Juruá e Purus

Quase 600 toneladas de cestas básicas começaram a ser enviadas para municípios atingidos pela cheia dos rios no Amazonas. A nova etapa da Operação Cheia 2026 foi iniciada nesta sexta-feira, 8, e deve beneficiar diretamente cerca de 26 mil famílias afetadas pelas inundações nas calhas dos rios Juruá e Purus.

Ao todo, 589 toneladas de ajuda humanitária foram concentradas na sede da Defesa Civil do Amazonas, responsável pela organização logística e distribuição dos alimentos para os municípios do interior.

Atualmente, mais de 158 mil pessoas já sofrem impactos provocados pela subida do nível dos rios no estado. Segundo o monitoramento oficial, 16 municípios estão em situação de emergência e outros quatro seguem em nível de alerta.

A operação prevê o transporte dos alimentos até as cidades afetadas em um prazo estimado de até 20 dias. Depois da chegada aos municípios, a distribuição para comunidades rurais e áreas de difícil acesso deve contar com apoio das administrações municipais.

Além das cestas básicas, o Estado também já iniciou a distribuição de kits purificadores de água para comunidades ribeirinhas, consideradas uma das populações mais vulneráveis durante o período da cheia.

A Defesa Civil informou que segue monitorando as regiões com maior concentração de famílias afetadas, principalmente nas áreas próximas aos rios Juruá e Purus, onde o avanço das águas já compromete deslocamentos, abastecimento e acesso a serviços básicos.

Apesar do cenário atual de enchente, o Serviço Geológico do Brasil alertou para a possibilidade de uma vazante intensa nos próximos meses. Diante da previsão, o governo informou que já iniciou tratativas com setores da indústria para reduzir possíveis impactos no abastecimento e na logística do estado.

As cheias dos rios fazem parte do ciclo natural da região amazônica, mas nos últimos anos eventos extremos têm provocado impactos mais severos em comunidades do interior, afetando produção rural, transporte fluvial e o acesso a alimentos e água potável.

Com Informações do Portal A Crítica

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus