O goleiro Bruno Fernandes foi preso na noite de ontem em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, o ex-atleta estava sendo procurado pela Justiça desde março deste ano, quando teve a liberdade condicional revogada.
A prisão ocorreu após troca de informações entre equipes de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais e agentes do Rio de Janeiro. Os policiais localizaram Bruno em uma residência no município fluminense, situado a cerca de 140 quilômetros da capital.
Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, o ex-goleiro “não apresentou resistência e colaborou” durante o cumprimento do mandado de prisão. Após ser detido, ele foi levado inicialmente para a 125ª Delegacia de Polícia e, posteriormente, encaminhado à 127ª DP.
Até o momento, as autoridades não divulgaram para qual unidade prisional Bruno será transferido. A maior parte da pena do ex-atleta vinha sendo cumprida em Minas Gerais, estado onde ocorreu o crime contra Eliza Samudio.
A defesa do goleiro ainda não se pronunciou publicamente sobre a prisão. Procurada, a advogada de Bruno não respondeu aos questionamentos até a publicação desta matéria.
Bruno era considerado foragido desde 5 de março de 2026. A Justiça determinou o retorno do ex-jogador ao regime fechado após ele deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial. Em fevereiro, o goleiro viajou ao Acre para acertar contrato com o Vasco-AC e chegou a atuar pela equipe na Copa do Brasil.
Dias depois, o Ministério Público reforçou o pedido para a revogação da liberdade condicional, o que acabou sendo aceito pela Justiça. Após a decisão, a Polícia Civil passou a divulgar cartazes de procurado com a imagem do ex-atleta. Bruno também apagou suas redes sociais e não se manifestou oficialmente no processo.
O ex-goleiro foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pela morte de Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010. A sentença, definida em 2013, incluiu os crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News
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