A Copa do Mundo é considerada o maior objetivo de qualquer jogador profissional. No entanto, a história do futebol mostra que nem sempre os maiores talentos conseguem alcançar o troféu mais cobiçado do esporte.
Após as eliminações de Brasil e Portugal no Mundial de 2026, Neymar e Cristiano Ronaldo confirmaram suas despedidas da competição sem levantar a taça. Os dois passam a integrar uma seleção de estrelas históricas que, apesar do sucesso em clubes e seleções, terminaram suas trajetórias sem conquistar o título mundial.
A relação reúne nomes que marcaram gerações e ajudaram a transformar o futebol em espetáculo, como Puskás, Cruyff, Zico, Platini, Eusébio e Roberto Baggio.
Neymar e Cristiano Ronaldo se despedem dos Mundiais
Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, Neymar encerra sua participação em Copas após quatro edições disputadas. O atacante acumulou 15 partidas, nove gols e quatro assistências em Mundiais.
Seu melhor desempenho coletivo aconteceu em 2014, quando o Brasil chegou às semifinais. No entanto, uma lesão o tirou do confronto contra a Alemanha, que terminou com a histórica derrota brasileira por 7 a 1. Depois disso, o camisa 10 viu a Seleção ser eliminada pela Bélgica, Croácia e Noruega nas edições seguintes.
Já Cristiano Ronaldo deixa a competição como o único atleta a marcar gols em seis Copas do Mundo diferentes. O português disputou 27 partidas e anotou 11 gols. Sua campanha mais próxima de uma conquista ocorreu em 2006, quando Portugal alcançou as semifinais antes de ser eliminado pela França.
Lendas que ficaram a um passo da glória
Puskás e o “Milagre de Berna”
Considerado o maior jogador da história da Hungria, Ferenc Puskás esteve muito perto do título em 1954. Líder de uma seleção histórica, marcou quatro gols na competição, incluindo um na decisão diante da Alemanha Ocidental.
Mesmo favorita, a Hungria acabou derrotada na final em um dos resultados mais surpreendentes da história do futebol, episódio eternizado como o “Milagre de Berna”.
Cruyff e a revolução holandesa
Johan Cruyff comandou a seleção da Holanda que revolucionou o futebol na Copa de 1974 com o chamado “Carrossel Holandês”.
O camisa 14 brilhou durante toda a campanha, mas viu a Alemanha vencer a final disputada em casa. Quatro anos depois, optou por não participar do Mundial da Argentina, no qual os holandeses voltaram a ser vice-campeões.
Eusébio, o precursor português
Muito antes de Cristiano Ronaldo, Eusébio já havia colocado Portugal entre as principais forças do futebol mundial.
Na Copa de 1966, o atacante foi o artilheiro da competição com nove gols e conduziu os portugueses ao terceiro lugar. Aquela, porém, foi sua única participação em Mundiais.
Os ídolos de Brasil e França sem o troféu
Zico
Principal referência técnica da geração brasileira dos anos 1980, Zico disputou três Copas do Mundo. O auge ocorreu em 1982, quando liderou uma das seleções mais admiradas da história, eliminada pela Itália na segunda fase.
Ao longo de sua trajetória em Mundiais, o ex-camisa 10 acumulou 14 partidas, cinco gols e seis assistências.
Platini
Michel Platini teve carreira semelhante à de Zico em números e participações. Também disputou três Copas e chegou às semifinais em duas oportunidades.
Em 1982 e 1986, a França acabou eliminada pela Alemanha, frustrando o sonho do principal craque francês daquela geração.
Gênios que jamais levantaram a taça
Lev Yashin
Único goleiro vencedor da Bola de Ouro e eleito pela Fifa como o melhor da posição no século XX, Lev Yashin participou de quatro Copas pela União Soviética.
Sua melhor campanha foi o quarto lugar conquistado em 1966, na Inglaterra.
Alfredo Di Stéfano
Embora seja considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos, Alfredo Di Stéfano nunca atuou em uma partida de Copa do Mundo.
Entre mudanças de nacionalidade, ausências de seleções em torneios e problemas de classificação, o craque passou toda a carreira sem disputar sequer um jogo do Mundial.
Roberto Baggio
Símbolo do futebol italiano nos anos 1990, Roberto Baggio ficou marcado pela cobrança desperdiçada na final da Copa de 1994 contra o Brasil.
A derrota nos Estados Unidos foi o episódio mais lembrado de uma carreira que também teve outras eliminações em disputas por pênaltis nos Mundiais.
Uma lista de estrelas eternas
Apesar da ausência do título mundial, nomes como Puskás, Yashin, Di Stéfano, Eusébio, Cruyff, Zico, Platini, Roberto Baggio, Cristiano Ronaldo e Neymar permanecem entre os maiores jogadores da história do futebol.
Cada um deles construiu legado suficiente para ser lembrado por gerações, provando que a grandeza de uma carreira não depende exclusivamente da conquista de uma Copa do Mundo.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem pan News Manaus
Foto: Reuters/Maria Lysaker






