TSE orienta tribunais a firmarem parcerias para reforçar combate à desinformação nas eleições de 2026

Tribunal Superior Eleitoral recomendou que os TREs celebrem acordos com instituições especializadas em inteligência artificial e perícia digital para fortalecer a produção de provas em processos eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientou os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) a celebrarem acordos de cooperação técnica com instituições especializadas em inteligência artificial, perícia digital e análise de conteúdos. A medida busca ampliar a capacidade da Justiça Eleitoral no enfrentamento à desinformação durante as Eleições de 2026.

A recomendação foi encaminhada pela Presidência do TSE por meio de um ofício-circular e prevê a atuação conjunta com entidades que possam oferecer suporte técnico na produção de provas em processos envolvendo conteúdos sintéticos, desinformação e outras demandas que exijam conhecimento especializado.

Objetivo é fortalecer a produção de provas

Segundo o TSE, a iniciativa pretende ampliar o acesso da Justiça Eleitoral a profissionais, metodologias e recursos tecnológicos capazes de auxiliar na análise de conteúdos digitais utilizados em ações judiciais e representações eleitorais.

A medida também busca garantir maior segurança jurídica na instrução dos processos diante do avanço da inteligência artificial e do aumento da circulação de conteúdos manipulados durante períodos eleitorais.

A orientação está alinhada à Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pela Resolução TSE nº 23.755/2026.

Cooperação poderá incluir especialistas e laboratórios

Os acordos de cooperação poderão prever a criação e o compartilhamento de cadastros de profissionais habilitados para realização de perícias, além do intercâmbio de metodologias, acesso a laboratórios, equipamentos e outras ferramentas tecnológicas.

Também poderão ser promovidas ações de capacitação, aperfeiçoamento profissional, pesquisas e desenvolvimento de boas práticas voltadas à atividade pericial.

Outra possibilidade prevista é a elaboração de protocolos técnicos, manuais e orientações para padronizar procedimentos relacionados à produção de provas técnicas.

Competência dos juízes será mantida

O Tribunal Superior Eleitoral ressaltou que os acordos não alteram as atribuições das autoridades judiciais responsáveis pelos processos.

A decisão sobre a necessidade de perícia, a nomeação dos especialistas, a avaliação da qualificação técnica e a análise das provas continuarão sendo de responsabilidade dos magistrados, conforme determina a legislação processual.

Acordos deverão seguir regras de proteção de dados

O TSE também orienta que os instrumentos de cooperação observem as normas sobre proteção de dados pessoais, sigilo processual, cadeia de custódia das provas e demais garantias legais.

Após a assinatura dos acordos, os TREs deverão encaminhar cópia dos instrumentos à Presidência do TSE, que ficará responsável por acompanhar e consolidar as iniciativas de cooperação institucional em todo o país.

Foto: Reprodução/Internet

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.