As importações brasileiras de medicamentos da categoria que inclui as chamadas canetas emagrecedoras cresceram 85% nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, as compras externas movimentaram US$ 1,512 bilhão, contra US$ 812,9 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Os dados são do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A categoria analisada reúne medicamentos com hormônios polipeptídicos ou seus análogos, incluindo produtos injetáveis à base de semaglutida e tirzepatida, utilizados no tratamento do diabetes e da obesidade.
Importações avançam em julho
Somente em julho, o Brasil importou US$ 257,1 milhões desses medicamentos. No mês anterior, junho, o volume financeiro havia sido de US$ 95,7 milhões.
A diferença entre os dois meses representa um aumento de aproximadamente 169% no valor das importações.
Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca lideram origens
De acordo com os dados do comércio exterior, Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca aparecem como as principais origens dos medicamentos importados pelo Brasil.
O avanço das compras ocorre em meio à ampliação do uso de medicamentos dessa categoria, que inclui substâncias prescritas para controle do diabetes e tratamento da obesidade.
Demanda exige estrutura logística
Para Matheus F. Bernardes, CEO da Cronos Logistics, o crescimento das importações acompanha uma demanda elevada no mercado brasileiro.
Segundo o executivo, o aumento de US$ 95,7 milhões em junho para US$ 257,1 milhões em julho, aliado ao crescimento acumulado nos sete primeiros meses do ano, exige capacidade logística compatível com o volume movimentado.
Foto: Reprodução/Internet
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






